Trios históricos dos times da NBA: Divisão Noroeste

Chegamos à nossa quarta matéria da série sobre trios históricos dos times da NBA, que tem como objetivo contar a história das franquias por meio de seus jogadores mais icônicos. Nesta matéria, vamos para a Conferência Oeste, onde falaremos da divisão Noroeste. Ela é formada por Denver Nuggets, Minnesota Timberwolves, Oklahoma City Thunder, Portland Trail Blazers e Utah Jazz.

Porém, dessa vez traremos um extra: o Seattle SuperSonics. A franquia foi para Oklahoma City em 2008, mas a maioria dos torcedores – senão todos – do SuperSonics não reconhecem o Thunder como a mesma equipe. Logo, trataremos como duas histórias diferentes.

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Vale lembrar que não é um big 3 pensando na formação tática. Por isso, a posição dos atletas pouco importa. Levamos em conta a identificação do atleta com o time, seu desempenho individual e as conquistas da equipe nos tempos em que o atleta atuou por lá. Os dados dos atletas são referentes apenas ao tempo em que estiveram no clube.

Denver Nuggets (1967-presente)

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Alex English #2 (1980-1990) – 25,9 pts; 5,7 reb; 4,4 ast.

English passou por dois times nos primeiros quatro anos de carreira, mas em Denver achou um lugar para chamar de seu.  O ala é líder histórico da franquia em pontos (21.645), assistências (3.679) e minutos jogados. Tem oito aparições no All-Star Game (ASG) e três nos times ideais da NBA (todos no 2º). Também ganhou o prêmio de maior pontuador da Liga em 1983. Com English no elenco, os Nuggets ficaram apenas uma vez de fora dos playoffs, chegando às finais da Conferência Oeste em 1985 e outras três vezes às semis. Sua camisa 2 foi aposentada.

Dan Issel #44 (1975-1985) – 20,7 pts; 8,3 reb.

O pivô chegou aos Nuggets com status de estrela no último ano da ABA, chegando às finais daquele ano. Seus maiores feitos individuais foram no Kentuck Colonels (antigo time), mas em Denver foi all-star da ABA uma vez e selecionado para o segundo time da Liga também uma vez. Nos nove anos de NBA, também foi para o ASG em uma oportunidade. É o líder histórico dos Nuggets em rebotes (6.630) e o segundo em pontos e minutos jogados. Sua camisa 44 foi aposentada.

Carmelo Anthony #15 (2003-2011) – 24,8 pts; 6,3 reb.

Carmelo é o terceiro maior pontuador da história dos Nuggets e responsável pela popularização do time nos anos 2000. Era o destaque do time que chegou às finais da Conferência Oeste em 2010. A equipe foi aos playoffs nos oito anos em que ele esteve em Denver. Pelo Nuggets, tem quatro aparições no ASG e quatro nos times ideais da Liga.

Menções honrosas: Byron Beck (1967-77), David Thompson (1975-82), Dikembe Mutombo (1991-96), Nenê (2002-12).

Minnesota Timberwolves (1989-presente)

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Kevin Garnett #21 (1995-2007, 2014-2016) – 19,8 pts; 11 reb; 4,3 ast.

KG é de longe o maior ídolo dos Wolves. Só com ele a equipe chegou aos playoffs oito vezes, incluindo uma final de conferência em 2004. Nesse ano, o ala-pivô também foi o MVP da temporada. Liderou a Liga em rebotes nas suas últimas quatro temporadas da primeira passagem em Minnesota. Foi para o All-Star Game 10 vezes e foi selecionado oito vezes para os times ideais da NBA (três no 1º). É o líder da franquia em todas as principais estatísticas. Pontos (19.201), rebotes (10.718), assistências, roubos de bola, tocos, minutos jogados e partidas disputadas. Sua camisa 21 ainda não foi aposentada e a gente não faz ideia do motivo.

Kevin Love #33 (2008-2014) – 19,2 pts; 12,2 reb.

Foram apenas seis temporadas em Minnesota. Porém, o suficiente para o ala-pivô marcar presença na história da franquia, apesar de ter forçado sua saída. Mesmo assim, não tem como negar que Kevin Love teve feitos fenomenais nos Timberwolves. Por exemplo, Love é o único jogador nos últimos 35 anos a ter um jogo com mais de 30 pontos e 30 rebotes (contra os Knicks em 2010). Além disso, foi quatro vezes para o ASG e selecionado em duas oportunidades para o segundo time da NBA. Foi o líder de rebotes da NBA e o jogador que mais evoluiu, ambos em 2011.

Wally Szczerbiak #10 (1999-2006) – 15,5 pts; 4,4 reb.

O espanhol Szczerbiak aproveitou os tempos áureos em Minnesota e surfou a onda de KG. O ala começou sua carreira sendo um dos destaques da melhor geração da franquia, chegando a ser um all-star em 2002. É o quarto da franquia em pontos e minutos jogados. Não tem grandes feitos individuais, mas chegou aos playoffs com a equipe durante cinco anos consecutivos e era peça importante daquele time.

Menções honrosas: Sam Mitchell (1989-92, 1995-02).

Oklahoma City Thunder (2008-presente)*

*Por conta da ruptura não amigável e da iminência da volta do Seattle SuperSonics, consideramos as duas franquias como diferentes.

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Russell Westbrook #0 (2008-presente) – 22,7 pts; 7,9 ast; 6,7 reb; 1,7 stl.

Escolhido em quarto lugar no draft, West era um coadjuvante. Porém, quando Kevin Durant ficou de fora de 54 jogos na temporada 2014-15, Westbrook assumiu a equipe e virou a máquina de triplos duplos que conhecemos hoje. Desde então, ele passou a ser um dos donos do time e agora é dono absoluto. O recorde de jogos com triplos duplos em uma temporada todo mundo sabe, então vamos lembrar dos outros feitos do armador. Foi cestinha da temporada duas vezes. Tem seis participações no All-Star Game e outras seis seleções para os times ideais da NBA (duas no 1º). Chegou nas finais da NBA em uma ocasião e nas finais do Oeste em outras três. É o líder histórico da franquia em assistências (5.201), roubos de bola (1.138), minutos e vice-líder em pontos e rebotes. Deve assumir a liderança na próxima temporada.

Kevin Durant #35 (2007-2016) – 27,4 pts; 7 reb.

Hoje em dia, Durant não é muito bem quisto pela torcida, mas a raiva atual é proporcional ao amor que despertou em Oklahoma. Draftado em segundo lugar, o ala jogou sua primeira temporada ainda em Seattle e lá mostrou o que seria sua carreira. Foi MVP da temporada em 2014 e cestinha quatro vezes. Além disso, foi para o ASG sete vezes e foi selecionado para os times ideais outras seis (cinco no 1º time). Foi o astro do time que chegou às finais da NBA em uma ocasião e às finais do Oeste em outras três. É o líder da franquia em pontos (15.944) e rebotes (4.169).

Serge Ibaka #9 (2009-2016) – 11,6 pts; 7,4 reb; 2,5 blk.

A ida de James Harden para Houston se deu por causa de Serge Ibaka. Sem espaço no cap, a franquia ficou com o ala-pivô e deixou o Barba assinar com a franquia do Texas. Mas não culpe o congolês por isso. Ibaka foi um jogador importantíssimo para OKC, principalmente na defesa. Foi o líder da NBA em tocos duas vezes (2012 e 2013) e selecionado para os times de defesa outras três. É o líder histórico da franquia no fundamento.

Menções honrosas: James Harden (2009-12).

Portland Trail Blazers (1970-presente)

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Clyde Drexler #22 (1983-1995) – 20,8 pts; 6,2 reb; 5,2 ast; 2,1 stl.

Foram 12 temporadas do ala-armador sendo o astro em Portland. É líder histórico da franquia em pontos (18.040), roubos de bola (1.795) e minutos jogados. Foi para o All-Star Game oito vezes e selecionado para os times ideais quatro (uma no 1º). Com ele, os Blazers nunca ficaram fora dos playoffs e chegaram às finais da NBA duas vezes (1990 e 1992). Foi nessa época, inclusive, que Drexler participou do Dream Team. Nada mau para a 14ª escolha do draft. Sua camisa 22 foi aposentada.

LaMarcus Aldridge #12 (2006-2015) – 19,4 pts; 8,4 reb.

O ala-pivô é o segundo maior pontuador da história dos Blazzers e o maior reboteiro (5.434). Marcou o passado recente do time e, mesmo sendo pouco valorizado pelos críticos, era seu astro. Pelo Blazers, Aldridge tem quatro aparições para o ASG e outras três nos times ideais da NBA. Levou o time aos playoffs em cinco oportunidades, mas apenas em uma passou da primeira rodada (aquela da cesta mágica de Lillard).

Bill Walton #32 (1974-1978) – 17,1 pts; 13,5 reb; 2,6 blk.

Bill Walton não tem tantas temporadas em Portland como Draxler e Aldridge, mas foi a estrela da principal conquista dos Blazzers. Primeira escolha do draft, o pivô foi campeão e MVP das finais de 1977. No ano seguinte conquistou o MVP da temporada regular, sua última pela equipe. Foi o líder em rebotes e tocos da temporada 1976-77. Tem duas aparições no ASG e duas nos times ideais da NBA (uma no 1º). Sua camisa 32 foi aposentada.

Menções honrosas: Terry Porter (1985-95).

Utah Jazz (1974-presente)

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Karl Malone #32 (1985-2003) – 25,4 pts; 10,2 reb.

The Mailmann foi o melhor ala-pivô de sua geração e sua carreira diz isso. Malone tem 14 aparições em All-Star Game e outras 14 nos times ideais da NBA (11 no 1º, empatado com Kobe e LeBron). Além disso, Malone tem dois MVPs da temporada (1997 e 1999) e é o segundo maior pontuador da história da NBA. Dos 36.928 pontos que tem na carreira, 36.374 foram nos Jazz (líder absoluto da franquia). Incrivelmente, nunca foi cestinha de uma temporada. Além disso, Malone é o líder do Jazz em rebotes (14.601) e minutos jogados. Desde que foi a 13º escolha do draft, nunca ficou fora dos playoffs e chegou a duas finais da NBA (1997 e 1998). Porém, não conseguiu superar um tal Michael Jordan. Sua camisa 32 foi aposentada.

John Stockton #12 (1984-2003) – 13,1 pts; 10,5 reb; 2,2 stl.

Ninguém sabe o que seria de Malone sem Stockton (e vice-versa). Não existe dupla melhor para o segundo maior pontuador da história da NBA do que o maior passador da história da NBA. Stockton tem 15.806 assistências na carreira, todas pelos Jazz, único time em que atuou. Tem incríveis cinco temporadas com mais de 13,5 assistências de média. Tudo começou na 16ª escolha do histórico draft de 1984. O armador foi líder da temporada em assistências nove vezes e outras duas em roubos de bola. Inclusive, também é o líder histórico dos  Jazz em roubos (3.265). Foi para o ASG dez vezes e outras 11 para os times ideais da NBA (duas no 1º). Nunca ficou de fora dos playoffs. Foi para as decisões de 1997 e 1998, mas parou em MJ junto com Karl Malone. Sua camisa 12 foi aposentada.

Mark Eaton #53 (1982-1993) – 6 pts; 7,9 reb; 3,5 blk.

Mark Eaton não era um gênio do basquete, mas defensivamente foi dominante nos anos 80. O pivô de 2,24 metros foi o melhor defensor da NBA duas vezes e quatro vezes líder da Liga em tocos. Inclusive, é o único atleta com mais de cinco tocos de média em uma temporada (5,6 em 1984-85). É líder da franquia em tocos (3.064). Eaton também tem uma aparição no All-Star Game. Tem dez aparições nos playoffs, incluindo uma final de conferência. Sua camisa 53 foi aposentada.

Menções honrosas: Pete Maravich (1975-79), Adrian Dantley (1979-86), Jeff Hornacek (1994-00).

Seattle SuperSonics (1967-2008)

Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Gary Payton #20 (1990-2003) – 18,2 pts; 7,4 ast; 2,1 stl.

The Glove foi o atleta com mais pontos (18.207), assistências (7.384), roubos de bola (2.107) e minutos da história dos SuperSonics. Durante as 13 temporadas em que esteve por lá, o armador brilhou em uma das melhores gerações da equipe. Escolhido em segundo lugar no draft, com ele os Sonics foram a 11 playoffs e chegaram às finais de 1996, caindo para os Bulls. Payton tem 10 aparições no ASG e outras nove nos times ideais da NBA (duas no 1º). Foi o melhor defensor da Liga em 1996 e líder em roubos de bola no mesmo ano. Sua camisa não foi aposentada, provavelmente por falta de tempo devido à mudança da franquia para OKC.

Shawn Kemp #40 (1989-1997) – 16,2 pts; 9,6 reb.

Kemp era um showman. Apesar de ser ala-pivô, tinha agilidade de ala e enterrava como tal. Foi um dos melhores dunkers da história da NBA e assistir aos seus vídeos é uma das coisas mais divertidas do basquete. Kemp era show, mas eficiente, tanto que foi convocado para o ASG seis vezes e outras três para os times ideais da NBA. Também fez parte do time vice-campeão em 1996. É o líder histórico da franquia em tocos.

Fred Brown #32 (1971-1984) – 14,6 pts.

Fred Brown participou do único título da franquia em 1979. De um time equilibrado e com vários jogadores se destacando, Brown foi o que teve mais identificação com os SuperSonics. Sexta escolha do draft, com toda a carreira feita em Seattle. Tanto que o ala-armador é o vice-líder histórico da equipe em pontos e o terceiro em minutos jogados. Participou do All-Star em 1976. Sua camisa foi aposentada.

Menções honrosas: Gus Williams (1977-84), Jack Sikma (1978-85), Nate McMillian (1986-98), Rashard Lewis (1998-07).

Imagem destaque: Lucas Inácio/Time de Fora

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