Trios históricos dos times da NBA: Divisão Atlântico

Estamos a duas semanas do início da temporada 2017-2018 da NBA. Todos ansiosos para ver o impacto em quadra das transferências da intertemporada, porém, continuaremos falando do passado com a nossa série sobre os Trios Históricos da NBA.

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Nessa matéria, a penúltima da nossa série, vamos falar do big 3 de todos os tempos de Celtics, Nets, Knicks, 76ers e Raptors, equipes da Divisão Atlântico. Vale lembrar que o objetivo é contar a história da franquia por meio de seus craques, então a posição pouco importa. Serão considerados a identificação com o time e o desempenho do atleta enquanto jogou pela franquia.

Boston Celtics (1946-presente)

Bill Russell, Larry Bird e Bob Cousy
Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Bill Russell #6 (1956-1969) – 15,1 pts; 22,5 reb; 4,3 ast.

O atleta mais vezes campeão da NBA dispensa apresentações. Bill Russell tem 11 títulos em seus treze anos de carreira e todos eles em Boston. Cinco vezes MVP da temporada, o pivô nunca recebeu um MVP das Finais, mas porque o prêmio não existia até então. Quando foi criado, o troféu levou seu nome. Russell foi o líder de rebotes em quatro temporadas, disputou o All-Star Game 12 vezes e em 11 oportunidades esteve nos times ideais da NBA (três no 1º). É o líder histórico dos Celtics em rebotes (21.620) e o vice-líder em minutos. Sua camisa 6 foi aposentada.

Larry Bird (1979-1992) – 24,3 pts; 10 reb; 6,3 ast.

Bird é outro atleta que dispensa apresentações. Tem três títulos, três MVPs e outros dois MVPs das Finais. Tudo isso em uma época que a rivalidade com os Lakers chegou ao ápice. Foi para o All-Star Game 12 vezes e selecionado para os times ideais da NBA outras 10 (nove no 1º time). O ala é o terceiro maior pontuador da franquia (21.791), mas não marcou apenas pelos números. Sua técnica, raça e liderança marcaram os anos 80 em duelos memoráveis contra LA. Sua camisa 33 foi aposentada.

Bob Cousy #14 (1950-1963) – 18,5 pts; 7,6 ast; 5,2 reb.

Cousy foi o primeiro grande ídolo da história do Boston Celtics. O armador só foi conquistar seu primeiro título com a entrada de Bill Russell no time, mas foi uma das grandes peças da primeira metade daquela dinastia. Conquistou seis títulos de NBA e um prêmio de MVP da temporada regular. Foi líder de assistências na NBA oito vezes e é o líder histórico do time nesse quesito (6.945). Foi convocado para o All-Star Game 13 vezes e selecionado para os times ideais da Liga em 12 vezes (dez no 1º time). Sua camisa 14 foi aposentada.

Menções honrosas: Bill Sharman (1951-61), Tom Heinsohn (1956-65), Sam Jones (1957-69), John Havlicheck (1962-78), Jo Jo White (1969-79), Dave Cowens (1970-80), Robert Parish (1980-94), Kevin McHale (1980-93), Paul Pierce (1998-2013).

Brooklyn Nets (1967-presente)

Julius Erving, Jason Kidd e Buck Williams
Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Buck Williams #52 (1981-1989) – 16,4 pts; 11,9 reb.

Não era fácil jogar no Leste nos anos 80, talvez por isso Buck Williams não passou de uma semifinal de conferência, mas sua história nos Nets é grande. O ala-pivô é o recordista da equipe em minutos jogados, rebotes (7.576) e o segundo maior pontuador (10.440), apenas a quatro de Brook Lopez. Em oito temporadas pelos Nets, jogou três All-Star Games e foi selecionado para os times ideais da NBA uma vez. Com ele, o time foi a cinco playoffs. Sua camisa 52 foi aposentada.

Jason Kidd #5 (2001-2008) – 14,2 pts; 9,1 ast; 7,2 reb.

Quando Jason Kidd chegou aos Nets na temporada 2001-2002, seu impacto foi imediato. Um time que não ia aos playoffs há três anos, chegou a duas finais de NBA consecutivas. Jason Kidd era o cérebro e líder dos Nets durante suas sete temporadas. Pela equipe, foi all-star cinco vezes e selecionado para os times ideais três vezes (duas no 1º). É o recordista histórico de assistências (4.620) e roubos de bola (950). Sua camisa 5 foi aposentada.

Julius Irving #32 (1973-1976) – 28,2 pts; 10,9 reb; 2,3 stl; 2,1 blk.

A passagem de Dr. J por New Jersey foi breve, mas marcante. Os Nets ainda eram da ABA, e nesse tempo o ala conquistou dois títulos (1974 e 1976), foi o MVP dos Playoffs em ambas e o MVP da extinta liga três vezes. Foram três aparições no All Star e no 1º time da ABA, além de dois prêmios de cestinha da temporada. Sua camisa 32 foi aposentada.

Menções Honrosas: Drazen Petrovic (1990-93), Brook Lopez (2008-17).

New York Knicks (1946-presente)

Patrick Ewing, Willis Reed e Walt Frazier
Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Patrick Ewing #33 (1985-2000) – 22,8 pts; 10,4 reb; 2,7 blk.

Patrick Ewing chegou na NBA como a primeira escolha do draft de 1985 e, ainda calouro, participou do primeiro dos seus 11 All-Stars Game. Em 15 temporadas pelos Knicks, ficou fora dos playoffs apenas duas vezes. Chegou às Finais em 1994 e 1999, mas perdeu para Houston e Spurs, respectivamente. Apesar disso, o pivô entrou definitivamente para a história do clube. É o atleta da franquia com mais pontos (23.665), rebotes (10.759), tocos (2.758), roubos de bola e minutos. Tem sete aparições nos times ideais da NBA (uma no 1º). Sua camisa 33 foi aposentada.

Willis Reed #19 (1964-1974) – 18,7 pts; 12,9 reb.

Reed foi escolhido apenas na segunda rodada do draft de 1964 e ninguém esperava que o pivô seria MVP das Finais duas vezes. Nos títulos dos Knicks em 1970 e 1973, o pivô ficou com o troféu Bill Russell. Assim como Ewing, Reed também foi all-star no seu ano de calouro e em mais seis oportunidades, além de cinco seleções para os times ideais da NBA (uma no 1º). É o terceiro maior pontuador da franquia e o segundo maior reboteiro. Sua camisa 19 foi aposentada.

Walt Frazier #10 (1967-1977) – 19,3 pts; 6,3 reb; 6,1 ast.

Draftado na quinta posição, Walt viveu os tempos áureos dos Knicks. O armador participou dos dois títulos da franquia em 1970 e 1973 e foi o grande organizador de uma equipe com muitos talentos. Frazier foi convocado para sete ASG e seis vezes para os times ideais da NBA (quatro no 1º). É o recordista da equipe em assistências (4.791). Sua camisa 10 foi aposentada.

Menções Honrosas: Dick Barnet (1965-73), Earl Monroe (1972-1980), Charles Oaklay (1988-98), Carmelo Anthony (2011–17).

Philadelphia 76ers (1949-presente)

Allen Iverson, Hal Greer, Julius Irving
Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Julius Irving #6 (1976-87) – 22 pts; 6,7 reb.

Olha ele aí de novo. Dr. J já apareceu no trio ideal dos Nets, mas foi na Philadelphia onde o ala fez história com suas enterradas, lances mágicos e resultados. O ala veio contratado da ABA junto aos próprios Nets e logo no ano de sua chegada, os 76ers foram campeões da conferência Leste, mas perderam as Finais de 1977. Aquela foi a primeira das quatro finais que a equipe disputou com Dr. J, sendo que o único título veio em 1983 (elenco que também contava com Moses Malone e Maurice Cheeks). Foi o MVP da NBA em 1981, 11 vezes selecionado para o All-Star Game e selecionado para os times ideais em sete oportunidades (cinco no 1º time). É o líder histórico da franquia em tocos (1.293) e quarto maior pontuador. Sua camisa 6 foi aposentada.

Allen Iverson #3 (1996-2006) – 27,6 pts; 6,1 ast; 2,3 stl.

The Answer realmente foi a solução dos problemas dos 76ers na maior seca da história da tradicional equipe. Foram sete anos seguidos fora dos playoffs até Iverson, já em seu terceiro ano de NBA, conseguir levar a equipe para a pós-temporada, em 1999. Escolhido na primeira posição do draft, o armador foi um sucesso de mídia e quadra, conseguindo levar um time limitado às Finais da NBA, em 2001. A derrota para o Lakers era esperada, mas os 76ers conquistaram a conferência Leste depois de 18 anos, um feito e tanto. Foi o MVP da liga em 2001, quatro vezes o maior pontuador da NBA e três vezes o maior ladrão de bolas. Por Philadelphia, foi selecionado para o ASG sete vezes e outras seis para os times ideais (três no 1º). É o vice líder da franquia em pontos, roubos de bola e minutos. Sua camisa 3 foi aposentada.

Hal Greer #15 (1958-1973) – 19,2 pts; 5 reb.

Hal Greer foi draftado na segunda rodada quando os 76ers ainda eram Syracuse Nationals. A mudança do nome e local aconteceu em 1963, mas o ala-armador se manteve firme para ser o líder histórico da franquia em pontos (21.586) e minutos, além do vice-líder em assistências. Foi um dos destaques do primeiro título do time sob o nome de 76ers (em 1967), mas ficou ofuscado por um tal de Wilt Chamberlain. Só que Wilt chegou, venceu e saiu, enquanto Greer ficou e, por isso, entrou para a história da equipe. Foi selecionado para 11 ASGs e sete vezes para o 2º time da NBA. Sua camisa 15 foi aposentada.

Menções Honrosas: Dolph Schayes (1948-64), Wilt Chamberlains (1964-68), Moses Malone (1982-80), Maurice Cheeks (1978-89), Charles Barkley (1984-92).

Toronto Raptors (1995-presente)

Vince Carter, DeMar DeRozan, Chris Bosh
Arte: Lucas Inácio/Time de Fora

Vince Carter #15 (1998-2004) – 23,4 pts; 5,8 reb.

O Rei das Enterradas era um show em quadra no seu começo de carreira e isso caiu como uma luva para uma franquia recém criada. Vince foi a quinta escolha do draft e chegou atraindo os holofotes com suas enterradas. Em 2000 realizou sua ascensão com direito à participação histórica no concurso de enterradas. Naquele ano, também participou do primeiro de seus cinco All-Star Games por Toronto, além de duas seleções para os times ideais da NBA.

Chris Bosh #4 (2003-2010) – 20,2 pts; 9,4 reb.

Antes de formar o grande Big 3 da década com LeBron James e Dwyane Wade, Bosh brilhou em sete temporadas pelos Raptors. Apesar de ter chego aos playoffs em apenas duas oportunidades, CB4 foi o grande astro da torcida durante os anos em que esteve em Toronto. Ele foi a quarta escolha do famoso draft de 2003 e foi selecionado para quatro ASGs além de uma escolha para os times ideais da NBA. É o líder histórico da franquia em rebotes (4.776) e tocos (600).

DeMar DeRozan #10 (2009-presente) – 19,3 pts; 4,1 reb.

Essa é uma história ainda em construção, mas grande o suficiente para estar na nossa lista. Draftado na nona posição em 2009, DeRozan já é o líder histórico da franquia em pontos (11.456), minutos jogados e o vice-líder em roubos de bola. Na última temporada, seu jogo cresceu ao ponto de ser selecionado para o 3º time da NBA; Também tem três seleções para o ASG. Assim, o ala-armador tem tudo ser o maior ídolo da jovem história dos Raptors.

Menções Honrosas: Kyle Lowry (2012-presente).

Imagem destaque: Lucas Inácio/Time de Fora

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