O resumo da temporada 2017 da WTA em números

O ano chegou, passou e mais uma temporada da WTA começa a se despedir com o final do último Grand Slam do ano. Com a ausência da lenda Serena Williams, que teve sua filha justamente durante o US Open, o circuito ficou mais aberto em 2017. Isso se comprova com algumas estatísticas. Por exemplo, a liderança ter mudado de mãos quatro vezes: começou com Kerber, voltou para Serena, estreou Pliskova e chegou até Muguruza.

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Foi um ano de ouro para algumas tenistas — a história de Sloane Stephens ainda está fresca em nossas memórias — e de esquecimento para outras — alô, Kerber. Mesmo com a ausência de torneios da WTA no Brasil, vimos a Bia Haddad Maia no melhor ano de sua carreira e com a perspectiva de deixar suas lesões para trás. Também vimos o esperado e conturbado retorno de Maria Sharapova às quadras e a volta de Victoria Azarenka depois de gravidez. Teve Venus Williams em um ano espetacular e Halep ainda em busca do número um e do título de um Grand Slam. Enfim, foi um ano movimentado e com novos nomes surgindo. Vamos conferir um balanço da temporada 2017 da WTA.

A temporada 2017 da WTA em números

O balanço geral de 2017 foi bem interessante para o tênis feminino. Foi possível ter um vislumbre do circuito após Serena Williams parar de dominar. Ainda é cedo para apontar sucessoras, mas algumas tenistas já aparecem querendo roubar a cena. Confira abaixo o infográfico resumindo toda a temporada 2017 da WTA.

temporada 2017 da WTA
Arte: Gabriela De Toni/Time de Fora

Na hype do US Open

A sensação (óbvia) da reta final da temporada 2017 da WTA é a americana Sloane Stephens. Sem jogar uma partida até Wimbledon por conta de lesão em que não conseguia sequer tocar com o pé no chão, Stephens escalou o ranking de uma maneira extraordinária em seis semanas. Com duas semis (Toronto e Cincinatti) e o título inédito no US Open, ela saiu da posição #957 (no dia 31 de julho) para o 17º lugar no ranking (no dia 11 de setembro). Foram 940 posições alçadas.

Outra tenista que está nos holofotes e também teve um ano complicado por conta de lesão é Madison Keys. Tenista que chama atenção no circuito há alguns anos, Keys tinha uma semifinal do Australian Open 2015 na conta. Porém, ainda não havia conseguido se firmar como a promessa que é para o futuro do tênis americano.

Com um tênis potente, que inclui um serviço de primeiro saque muito eficiente e devoluções firmes no serviço adversário, ela mostrou que os EUA não tem com o que se preocupar quando as irmãs Williams se aposentarem. Keys se firma voltando ao top 15 e deixa os americanos entusiasmados. Fecha essa conta estadunidense Coco Vandeweghe, que já tinha a semi do Australian Open em 2017 e outra vez beliscou as primeiras posições nos Estados Unidos.

Os destaques do ano

Se você apostava em Elina Svitolina antes de 2017, era uma pessoa visionária. A ucraniana de 22 anos já aparecia no circuito como uma candidata da “nova geração”, mantendo desde 2015 uma posição sólida no top 20. A única questão é que agora ela é a terceira melhor jogadora do mundo. Svitolina pode não ter passado das quartas-de-final em Slams, porém foi consistente e pontuou o ano inteiro. Ela garantiu títulos em Toronto, Roma, Dubai e Stanbul, os três primeiros sendo Premier 5 (o terceiro tipo de torneio mais importante, como explicamos nesta matéria). O desafio para 2018 será bancar esse ano forte que a tenista teve.

temporada 2017 da WTA
Dois dos títulos de Svitolina vieram do saibro, incluindo Istanbul Photo credit: l3o_ via Visual Hunt / CC BY-SA

Ex-número 1 do mundo, Caroline Wozniacki também se destacou em 2017, porém não conseguiu levar um troféu para casa. A dinamarquesa chegou à seis finais no ano e perdeu todas. A ótima temporada da tenista foi de finais em Toronto, Doha, Dubai, Miami, Eastbourne e Bastad. De qualquer maneira, o ano serve como sua volta ao TOP 10 desde 2014. 

Outras tenistas que tiveram um ano significativo foram Jelena Ostapenko, Anett Kontaveit, Daria Kasaktina e Magdalena Rybarikova.

De mal a pior

A maior obviedade desse texto é a afirmação de que 2017 foi um ano tenebroso para Angelique Kerber. A ascensão ao topo do ranking não fez bem para a alemã, que foi inconsistente o ano inteiro e não conseguiu mostrar o jogo que a levou ao número 1. Coloque na conta a queda para a 14ª posição e apenas 1794 pontos somados no ano para resultar em uma campanha péssima.

Kerber foi acompanhada por mais algumas tenistas com quedas vertiginosas. Carla Suarez Navarro (24 posições), Agnieszka Radwanska (oito), Robeta Vinci (66) e Samantha Stosur (28) são algumas. 

temporada 2017 da WTA
2017: o pior ano na carreira de Kerber? Photo credit: mirsasha via Visual hunt / CC BY-NC-ND

A história do ano

Quando um assaltante invadiu sua casa em dezembro de 2016 e danificou sua mão esquerda inteira com uma faca, Petra Kvitova não tinha muita perspectiva sobre sua carreira no tênis. Chegaram a dizer que ela nunca mais poderia jogar. Sem a mão do forehand, como seria possível?

Imagem forte: Clique aqui para ver como ficou a mão de Petra Kvitova após o assalto

Foram seis meses de recuperação para um retorno gradual no circuito. A campanha surpreendente no US Open — incluindo a eliminação da número 1 Garbiñe Muguruza (que ainda não era líder do ranking) — trouxe Kvitova de volta para o lugar que ela deveria estar: na elite do tênis feminino. Que volta por cima da bicampeã de Wimbledon.  

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Bia Haddad Maia quebra a barreira dos 100

Pelo tênis feminino brasileiro, o ano de 2017 é todo de Beatriz Haddad Maia. A paulista, que havia oscilado com lesões, subiu mais de 100 posições no circuito nessa temporada. Bia mostrou seu jogo: saque forte e jogo agressivo auxiliado por sua altura para otimizar as qualidades. No meio do caminho ainda teve o título do CAGNES-SUR-MER (ITF), as quartas-de-final em Praga (desbancando Samantha Stosur no meio do caminho) e boas apresentações contra Muguruza e Halep. 

Foi um ano e tanto para a brasileira. A temporada de 2018 colocará em xeque sua habilidade em confrontar adversárias mais bem ranqueadas e continuar a ascensão que vem acontecendo naturalmente.

As outras brasileiras que fecham o TOP 500 do ranking da WTA são: Teliana Pereira (344), Paula Gonçalves (373), Gabriela Cé (408), Laura Pigossi (410) e Carolina Alves (466) e Nathaly Kurata (492).

 

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