Semifinais Wimbledon: uma atual campeã, a surpresa do campeonato e duas irmãs

A chave feminina das semis de Wimbledon tem um nome carimbado, uma jogadora sem tradição na grama, uma irmã mais velha ressurgindo e uma alemã perigosa em Slams de jogo rápido. Não temos surpresa ao ver Serena Williams e Angelique Kerber na disputa pelo título – e prováveis finalistas -, mas é muito bom ver a volta de Venus Williams a uma fase tão avançada de Slams e ter a bela surpresa de uma duplista estar tendo um campeonato também impecável nas simples. Confira abaixo uma rápida análise dos jogos femininos que definirão as finalistas de Wimbledon 2016.

Serena Williams (1) x Elena Vesnina

Como eu falei no texto analisando as semis de Roland Garros, Serena Williams é favorita em qualquer torneio em qualquer piso em qualquer lugar hoje. E para Wimbledon isso continua. A número 1 alcança sua oitava semifinal seguida em Slams e mantém uma regularidade que é muito difícil de se ver no circuito feminino. Mesmo continuando com alguns apagões em partidas e inícios lentos, nos quais demora para entrar de fato no jogo, sua maturidade é pressão psicológica suficiente para abalar as adversárias. Na grama, seus golpes potentes aliados ao saque rápido são uma combinacão mortal e desenham mais uma final para a americana.

Como adversária nessa semi, temos Elena Vesnina, uma tenista também experiente que está oscilando no ranking e é mais conhecida no circuito de duplas. A russa atinge com essa semi seu melhor desempenho em Slams na categoria simples e surpreende por não ter muita tradicão na grama (ano passado, sua campanha culminou em duas derrotas nos dois campeonatos em que participou). Já com Ekaterina Makarova em 2015 e Vera Zvonareva em 2010, Vesnina chegou a final de duplas de Wimbledon. Nas cinco partidas de simples do campeonato, ela perdeu apenas um set (justo para a parceira Makarova). Destaques para as vitórias sobre as cabecas-de-chave Petkovic (32), por 7/5 6/3, e Cibulkova (19 e algoz de Radwanska), por duplo 6/2. Além disso, a russa continua viva na disputa de duplas, onde disputa a quarta rodada. São oito jogos com 100% de aproveitamento.  

Palpite: Serena 2×1

Venus Williams (8) x Angelique Kerber (4)

A segunda semi-final tem uma surpresa das boas. Nós sabemos da qualidade do tênis de Venus Williams, mas a irmã mais velha de Serena se aproxima da aposentadoria aos 36 anos e não chegava tão longe em um Slam desde US Open 2010. Em 2011, a tenista foi diagnosticada com a Síndrome de Sjogren e sofreu com problemas físicos se arrastando em quadra por muitas partidas. Ao invés de largar o esporte, a americana deu a volta por cima e escalou da posicão 102 de volta para o top 10. O que vemos hoje é um pouco do tênis que ela apresentava em seus tempos áureos, guardadas as devidas proporcões de cansaço e desgaste físico naturais de alguém que joga profissionalmente há mais de 22 anos.

Com certeza, esse será o maior desafio de Venus até agora. Angelique Kerber é a atual campeã da Austrália e volta a mostrar um tênis de altíssimo nível em 2016. A alemã teve uma temporada de saibro fraca e demonstra que seu forte são quadras rápidas e grama. Depois de três anos sem resultados expressivos em Slams, ela volta como um bom nome já para o US Open. Dona de uma defesa invejável e um contra-ataque perigoso, Kerber vai colocar o máximo de bolas possível em quadra e tentar fazer com que Venus canse pelos rallies e pela potência de jogo.

Palpite: Kerber 2×0

Crédito da foto principal: Getty Images

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