Rio 2016: Tudo aberto pela prata no basquete masculino

Foto destaque: FIBA

Está tudo equilibrado no basquete dos homens após duas rodadas da competição olímpica. Fizemos nossas previsões antes de começar o campeonato, pode ser que algumas delas se confirmem, mas a única que ainda dá para cravar é o ouro dos Estados Unidos. De resto, a modalidade só não está mais embolada do que o tênis, mas aí é assunto para outra galera do Time de Fora.

Dellavedova e Bogut deram show contra a França

O fato é que, com dois jogos para cada time, já deu para perceber que aqueles amistosos de preparação não servem como parâmetro. Então, pelo que foi apresentado até agora, podemos destacar duas campanhas que mostram o quão competitivo está o torneio. No grupo B, a Austrália começou com uma ótima vitória para cima da França e depois derrotou a Sérvia, favoritas e concorrentes pela segunda colocação do grupo, atrás dos Estados Unidos. Duas vitórias incontestáveis, com mais de 15 pontos de diferença, que colocam Bogut e companhia na briga por medalha. França e Sérvia ainda estão na briga, mas têm que mostrar mais.

Toco em Gasol garantiu vitória da Croácia

Já o outro destaque vem do fortíssimo grupo A. Sabíamos que a Espanha teria trabalho em seus jogos, mas não que perderiam suas duas primeiras partidas. Os atuais campeões europeus vieram desfalcados, é verdade, mas ainda assim são uma decepção. Na estreia contra a Croácia, o placar marcava 49 a 36 no terceiro quarto e o banco estava tranquilo, mas ao fim da partida, os croatas viraram e o toco de Saric em Pau Gasol selou a vitória. E na segunda partida, contra o Brasil, foi aquela maravilha que todo mundo já deve ter visto (se não viu, clica no link, vale muito a pena).

Aliás, não tem como não comparar a situação com Londres 2012, quando os espanhois jogaram sem tanto ímpeto contra o Brasil na fase primeira, já que a derrota garantiria o terceiro lugar da chave e evitaria os Estados Unidos antes da decisão. Dessa vez eles precisavam da vitória e perderam.

Agora a arrogância vai ter que virar superação, pois em um grupo com cinco bons times, os finalistas das duas últimas Olimpíadas podem ser eliminados precocemente. A Espanha ainda tem pela frente a Nigéria, (time mais fraco do grupo, também com duas derrotas), Lituânia e Argentina (os dois invictos até agora). Brasil e Croácia estão com 1-1 e se enfrentam na próxima rodada. E um desses bons times vai ficar de fora.

O que todo mundo quer é adiar um confronto com os Estados Unidos o máximo possível. Quem está no grupo A, torce para se classificar em primeiro ou terceiro da chave. Quem está no grupo B, prefere o segundo ou o quarto lugar. Essas são as posições que abrem a possibilidade de encarar os estadunidenses apenas na final. Porém, nos Jogos do Rio a competição está tão equilibrada que os times têm que se dar ao máximo, até porque, como diz o ditado, “quem muito escolhe, nada tem”.

EUA aproveita o Rio, enquanto os outros times competem (Foto: USA Basketball)
Jogadores dos EUA aproveitam para conhecer o Rio, enquanto as outras seleções lutam por vaga na 2ª fase (Foto: USA Basketball)

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