Rio 2016: 16 de agosto foi um dia de derrotas para o esporte brasileiro

Aquele 16 de agosto já morreu histórico, um dia de derrotas para o esporte brasileiro. Nas ruas da capital carioca, os poucos rostos que se viam estavam cheios de um vazio inexplicável. Nos grupos de whatsapp, textões tentavam encontrar explicações. Muitos caracteres, poucas conclusões. O que aconteceu? Foi emocional? Foi tático? Foi técnico? Não sabemos. Apenas foi.

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Quando a mente esquecia, cada respiração fazia questão de lembrar o que acontecera naquele dia. O ar que entrava, gelava o peito. O ar que saía, tremia a voz. Alguns compararam a estranha sensação ao que sentiram no fatídico 7 a 1. Outros rechaçaram a comparação. Todos compartilhavam do mesmo sentimento. Ninguém achava uma definição.

Sonhávamos com o ouro histórico em várias modalidades, mas não deu. No futebol e vôlei de praia feminino ainda dá para buscar o bronze. No vôlei e no handebol feminino, paramos nas quartas. No iatismo, Robert Scheidt ficou no quase. No salto com vara, Fabiana Murer não saiu nem da primeira fase

Antes de tudo acontecer, se ouvia a expectativa em todos os cantos do Rio. No futebol e no handebol: “Elas nunca ganharam, mas vão ganhar dessa vez”. No vôlei de quadra e de praia: “Elas sempre ganham e vão ganhar dessa vez”. No iatismo: “Ele sempre venceu as regatas, dessa vez não vai ser diferente”. No salto com vara: “Ela nunca venceu o sarrafo, dessa vez vai ser diferente”. Todos perderam, infelizmente.

A Bahia bem que tentou levantar nosso astral. A prata de Isaquias Queiroz veio do mar. O ouro de Robson Conceição veio na mão. Proporcionou sorrisos e deu esperança de que o dia poderia melhorar, mas não.

Mão na bola, pé na bola, tapa na bola. Um tapa na cara para ver se acordamos desse pesadelo. Não dá. Talvez dormir seja a melhor solução. Funcionou, mas logo no primeiro suspiro da manhã o peito gela, a voz treme e nos lembramos do que se passou. Que dia foi aquele 16 agosto de 2016: triste e histórico.

Foto Destaque: Ricardo Stuckert/CBF

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