Remo e futebol: clubes ativos em ambas modalidades

Você sabia que remo e futebol tem mais em comum do que você imagina? Eu aposto que vários torcedores mais novos nem imaginam que muito antes do futebol levar multidões aos estádios era o remo que mobilizava o cenário esportivo brasileiro. No início do século XX, o sonho da garotada não era chutar uma bola entre as traves. O negócio era subir nas embarcações e aprender a remar.

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Um pouquinho de história do remo e futebol

O jornalista Maury Dal Grande Borges relata em seu livro Remando nas Águas da História (2002) o que acontecia no início dos anos de 1900 em Florianópolis.  Ele escreve que “os atletas eram considerados heróis e a dedicação ao esporte do remo era a tônica da Capital. (…) Ao longo do cais do Miramar no trapiche da Rita Maria, públicos de 6.000 torcedores se aglomeravam para acompanhar as disputas dos páreos.”

Esse texto é muito parecido com outros de diversos estados da costa nacional. O remo era o esporte mais popular do Brasil na época. E “o tal” do futebol começou a se espalhar justamente dentro dos clubes náuticos. Não são incomuns os casos de atletas que eram remadores e depois viraram jogadores de futebol (ou vice-versa).

Sob a sombra dos holofotes

Hoje, muitos torcedores se irritam (especialmente na internet) quando seu time do coração “desperdiça” dinheiro com modalidades olímpicas como o remo. Mas se não fosse por estas organizações, talvez você não estaria sofrendo todo domingo quando seu camisa 9 perde um chute na cara do gol.

Crédito de Capa: Thomé Granemann

Confira a galeria das equipes de futebol que seguem com seus departamentos de remo ativos:

2 comentários em “Remo e futebol: clubes ativos em ambas modalidades

  • 22 de março de 2017 em 08:25
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    Em SC ainda temos o Clube Náutico Marcílio Dias e Clube Náutico Almirante Barroso, ambos de Itajaí.

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    • 22 de março de 2017 em 16:09
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      Olá Eduardo, tudo bem?

      Pois é, a história de Marcílio e Almirante é diretamente ligada ao remo. Acho muito curioso o fato da escolha das cores do Marcílio, por exemplo, serem homenagens ao Riachuelo e ao Martinelli. E a criação do Barroso, como um racha por conta da nomeação dos barcos, é bem singular também!

      Contudo, do que consegui apurar, eles estão com os departamentos de remo desativados né? Uma pena, seria bom ter o retorno do remo em Itajaí…

      grande abraço

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