Psicólogo quer mudar o cenário do eSport brasileiro… E está conseguindo

Por Anderson Spessatto e Vinicius Schmidt

Rafael Pereira, 29 anos, é psicólogo quase formado. Na nona fase das dez necessárias para se formar na Universidade Federal de Santa Catarina, se identificou logo de início com o trabalho que a psicologia faz com esportes – mais precisamente com e-Sports. Membro da equipe técnica da CNB e-Sports Club desde 2014, sua função se encontra entre o acompanhamento individual do rendimento de cada cyber atleta até a idealização de uma rotina de trabalho para o time inteiro. Seu perfil, de alguém muito profissional, condiz com sua ambição dentro do cenário competitivo de League of Legends no Brasil: quer implementar a psicologia como área fundamental dentro de um time, fazendo um protocolo de atuação do psicólogo nos esportes eletrônicos – o primeiro em todo o mundo. Quem conversa com Rafael pode não perceber este estilo determinado, em meio à sua alegria de estar no mundo dos jogos, de quem é também um grande fã. Apesar da seriedade com que leva suas funções na CNB, a ideia de unir psicologia e esportes eletrônicos veio ainda na época em que era mais um dos espectadores do CBLoL.

Como é o seu trabalho de psicólogo dentro do time da CNB? O que você faz lá?

Na verdade, o trabalho lá tá evoluindo ainda. Em 2014 a gente criou um projeto aqui na UFSC, pra pesquisa e desenvolvimento de adaptações da psicologia do esporte tradicional pra psicologia do esporte eletrônico. Aí a gente fez um contato com alguns times, alguns responderam, mas quem fechou primeiro com a gente foi a cnb. Aí utilizamos inicialmente todos os protocolos da psicologia do esporte. Avaliação de stress, avaliação de humor, a medição pra fazer um planejamento de trabalho. O planejamento de trabalho foi inicialmente com protocolo de psicologia tradicional, então era trabalho em grupo, e eu tenho uma abordagem de psicodrama, então eu uso isso muito. Só que no laboratório, no LEC (Laboratório de Educação Cerebral), do professor Takase, eles têm um aplicativo desenvolvido que é o ProA, um aplicativo que ele usa com todos os alunos, de medição cognitiva, atenção seletiva, habilidade visuo-espacial, memória de trabalho e habilidade aritmética. A gente utiliza o ProA pra fazer a medição das habilidades cognitivas dos jogadores e, a partir disso, a gente fez um protocolo de outros jogos pra melhorar algumas habilidade específicas. A gente percebeu que é comum no esporte tradicional que você tenha uma rotina, do treino em si, básica, e isso não tava tendo no esporte eletrônico. Então a gente adaptou primeiro uma rotina pra esportista. Eles têm atividade física, horários específicos pra fazer os treinamentos mentais, isso pra que eles tenham costume. Para que se transforme num habito e o corpo deles consiga de adaptar mais fácil.

A gente colocou ideias pra eles de como se fazer pra ter maior produtividade nos jogos, como lidar com ansiedade. Nós fazemos controles de respiração, temos encontros semanais pra eles falarem como tá o clima da casa e uma das bases de tudo isso foi a criação da rotina, horário pra acordar, atividade física, alimentação. A gente conversou com uma nutricionista pra fazer a indicação, falar o que é obrigatório, o que foi tirado de alimentação. Aí têm os blocos de treino, tem o lanche, que é sempre alguma fruta. E tudo a gente vai avaliando. Chegou no segundo bloco de treino o jogador “po, eu tô cansado, com minha mente cansada”. Beleza, a gente não pode tirar o segundo bloco nesse momento, a gente pode mudar alguma coisa na tua alimentação. Coloca amendoim, por exemplo, foi o que um jogador pediu.

Aí a gente faz acompanhamento semanal. A única diferença do meu trabalho lá é que eu não estou in loco o tempo todo. Fico em Florianópolis, faço atendimento semanal online e depois vou a cada 15 dias pra lá.

Você tem uma relação com e-Sports além do trabalho?

Sempre joguei. Aquela história, nunca tive dedos pra jogar, então vou fazer outra coisa. Mas eu gostava muito do jogo, diminui muito a quantidade que jogava, mas até hoje ainda jogo.

10665361_584921164981756_5427709222860725501_nJá trabalhou com outras modalidades de esporte?

Esporte físico? Não. O único contato que eu tive é que eu conheci a psicologia do esporte através do tênis. Eu não pratico tênis, eu nunca pratiquei nenhum esporte, eu era péssimo nisso, desde a infância. Acabei entrando num estágio de esportes na disciplina de PPO (Prática e Pesquisa Orientada), porque não tinha vaga em outro, e acabei me apaixonando na hora.

Como foi a receptividade do time com a tua chegada?

Quando eu acertei com o professor Takase o projeto, quando a gente escreveu ele, deixou prontinho, eu busquei contato por e-mail, site, MyCNB, paiN, Kabum, todos os que eu achava eu ia mandando. Aí eles começaram a responder, marquei a viagem para São Paulo para conversar com eles. Eles (CNB) estavam muito interessados, principalmente porque foi na época que o time se desmontou, o Takeshi foi para a Keyd e etc, então eles estavam muito desestruturados. Quem tinha entrado na época era o Element no top, o Shini na jungle, que depois foi banido, o Electro no mid e Alocs e Mana no bot. E quando eu fiz contato lá e fui conhecer os jogadores, percebi que Mana e Alocs tinham muita experiência, os outros nem tanto e isso tava afetando muito. Então a gente pensou em como recuperar essa falta de experiência com trabalhos da psicologia do esporte, como a gente ia compensar essa diferença. Daí apresentamos o projeto e fechamos só com eles. No começo era pra ser também a Kabum, porque era o mesmo patrocinador, a HyperX, mas a Kabum era muito enrolada e a CNB queria investir mais.

E como é lidar com esses garotos assim, como pbo, Wos?

É mais fácil. A pessoa, quando está há muito tempo no cenário competitivo cria uma autoconfiança que ultrapassa até a colaboração com os outros. Os jogadores mais famosos vão e falam “ah, não vou jogar com esse cara porque ele é novato” ou “não vou fazer tal coisa porque eu sou famoso”. Por exemplo, precisa fazer uma ação para a patrocinadora: “ah não, não vou fazer, não to a fim. Mas você não pode se livrar de mim, sou teu jogador estrela”. Convivendo lá você via isso em vários times. Quando eu cheguei lá os cinco jogadores de antes já tinham saído, o Shini não quis ficar no time e foi ser sexto player na Keyd, o Mana se aposentou e a CNB não queria continuar com o Alocs. Quando eles foram chamar os novos jogadores eu falei: “vamos fazer um processo seletivo? Tipo entrevista, avaliação, pelo menos pra ver se esse cara pretende ser um jogador de alto rendimento e não é só um cara que acha que joga bem”. Por isso entrou Nappon, Aoshi, todos eles ali têm uma característica extremamente importante pro grupo.  Quando eu entrei não existia equipe técnica. Era só o Kalec, que depois virou AD Carry. Então a gente fez um protocolo, os meninos jogam, vemos quem a gente gosta e passam pra eu fazer as entrevistas, as avaliações. Então a gente já sabe quem tem mecânica, vamos ver se o cara tem perfil. Depois entrou mais gente, veio o Djoko, mais um analista. São eles que definem quem chama e quem não chama, mas sempre passa pela minha avaliação.

Pode falar sobre o processo de seleção e também da saída do Yoda?

O Yoda tava na lista das pessoas que estavam sendo avaliadas, foi pra etapa final da seleção. Eu tava aqui em Florianópolis, fiz a entrevista dele e coloquei que talvez ele não fosse a melhor das nossas opções, mas tinham outros motivos pra equipe técnica, que queria ele no time. Ele tem uma ótima capacidade de ler jogo, saber o que tá acontecendo, e aí ele foi escolhido. No processo de avaliação a gente tentou melhorar alguns pontos, mais em questão do grupo mesmo. Individualmente houve uma queda de rendimento, e todo mundo falava que o problema era falta de decisão. De vez em quando a falta de decisão é também excesso de decisão. Então a gente queria modificar alguma coisa ali dentro e a maneira mais fácil seria colocar o Yoda como reserva, pra trabalhar isso, porque nosso foco era trabalhar pra que ele fosse um líder, mas ele não quis. Buscamos quem estava no mercado e poderia ter um básico de conhecimento e encontramos o Vash. Fizemos a avaliação e como o problema tava numa questão psico, de grupo, eu tive uma voz maior nessa decisão. Agora dá de ver que tem um grupo, porque tem uma liderança mais definida pro Nappon. Todo mundo segue uma decisão, não importa se é errada, depois a gente corrige. Pelo menos a gente vai fazer.

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Vash ocupou a vaga de Yoda (Reprodução/Youtube)
O Vash chegou só para completar o time nessa temporada ou foi pensado para um projeto mais longo?

A gente faz uma reavaliação todo final de split, conversamos sobre o que deu certo, o que não deu, como foi a atuação de cada jogador, como ele é necessário pro time. A partir dessa reavaliação é que a gente toma decisões se vamos trocar de jogador ou não. Ninguém tem lugar garantido. A gente dá uma zona de conforto pra que os jogadores possam estar calmos para trabalhar, mas ao mesmo tempo sabendo que não tem lugar garantido, porque tem que mostrar melhora a cada dia.

Nenhum jogador da CNB Infinity (categoria de base) chegou a ser cogitado para subir pro time titular quando o Yoda saiu?

A gente chegou a cogitar sim o midlaner Marf, mas teve um problema. A Riot tem uma regra de que se você jogou um jogo do CBLoL, não pode mais jogar a challenger series na temporada. Aí a gente iria desfalcar o CNB Infinity e era uma coisa que não tínhamos previsto, porque o Infinity ia jogar o challenger series e estavam trabalhando pra isso. Iria quebrar o projeto. E também é problemático você colocar um jogador novo e inexperiente em um time novo no meio da temporada. Seria cruel com o Marf colocar ele no time sem experiência de gaming house e com a pressão de ter que salvar a equipe. O projeto é de médio a longo prazo então a inserção dos novos jogadores é aos poucos. Eles fazem bootcamp, vão pra gaming house e ficam lá uma semana, voltam, depois vão pra gaming house de novo no outro mês. Vão fazendo essas vivências pra se adaptarem e saberem lidar quando forem chamados de fato.

Como funciona o projeto Preparando Campeões?

Quando fomos procurar novos jogadores, depois que o Electro e o Kalec saíram, descobrimos que o perfil era extremamente difícil, porque ou o cara já está há muito tempo no cenário e se acha superior ou o cara está entrando agora, mas está vindo de uma segunda divisão onde tem um esquema totalmente diferente e a adaptação é muito difícil. Então vimos que não tinham jogadores de qualidade pra entrar nos times titulares e em algum momento os jogadores que estão nos times titulares iriam se aposentar. Assim pensamos que a gente precisava fornecer jogadores novos, melhorando o cenário, aumentando o seu nível e abrindo oportunidade para novos times aparecerem também. Então criamos o projeto de categoria de base. Na primeira edição pensamos em treinar os perfis. Abrimos inscrições para montar apenas uma equipe, porque não tinha verba pra mais, e assim trabalhar perfil e questões de grupo independente do elo dos jogadores. Porque a ideia não era treinar pra uma challenger series, por exemplo, mas sim treinar o profissionalismo e tomada de decisões e tal. Só que a diferença de nível de jogo dificultou muito para que eles tivessem uma relação saudável entre eles. Por isso na segunda edição, abrimos três categorias: pra nível alto, nível médio e nível baixo.

De que maneira vocês organizam a questão de streaming? Atrapalha na rotina?
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Nappon é considerado o líder da equipe (Divulgação/Lol Esports Br)

Nós paramos as streams temporariamente, até porque faz parte da rotina deles e também nossa, com os patrocinadores. Se algo tá dando problema, a gente vai cortar esses pontos que são comerciais, mas que nós vamos usar esse tempo pra treino deles. Por exemplo, quando eu voltei (da Coreia), a rotina deles tava toda bagunçada. Eu queria colocar um pouco mais de disciplina, pra recuperar o tempo perdido, e então eu trouxe um lifecoach pra casa, um cara que tá lá só pra cuidar do dia a dia deles. Então ele não deixa eles acordarem depois do horário, não deixa que eles fiquem acordados depois do horário, organiza as atividades físicas, cuida da alimentação.

O lifecoach foi bem aceito?

Foi sim. Esse é um dos maiores diferenciais da CNB, porque a gente tá colocando ali que isso é uma profissão, que esse cara tá ali numa hierarquia acima da deles. Até porque os jogadores têm contratos e etc. Se alguém não seguir as regras, não tem interesse pra gente e ele vai pra reserva, vai ser desligado. Eles sabem que nós somos um time que vai buscar o alto rendimento, e daí o que acontece, eles veem o resultado e isso é uma força automática. Só não pode deixar cair, e daí entra o lifecoach. Porque chegar no topo não é o difícil, o difícil é se manter. Vide paiN.

E os outros times do CBLoL têm a mesma estrutura que a CNB?

A CNB foi o primeiro time a ter a estrutura completa, foi o primeiro a ter psicólogo. O primeiro time a ter atendimento psicológico foi a paiN, mas foi algo pontual pro mundial. A primeira equipe a ter como parte integrante da equipe foi a CNB. A KeyD também tem, a paiN, e a INTZ contratou recentemente.

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Rafael e o jogador sul-coreano “Peanut”, da ROX Tigers (Divulgação/Facebook)
Você esteve há algum tempo na Coréia do Sul onde participou de uma conferência e teve a chance de conversar com técnicos, jogadores e pessoas do meio do e-Sport. Como foi essa experiência?

Foi uma baita experiência. Eu conversei com o pessoal da KeSPA (Korea e-Sports Association),  participei da LCK (campeonato Coreano de League of Legends), falei com o MonteCristo e com o DoA, pra saber como funcionam as coisas lá e pra saber onde investir em pesquisa. Por exemplo, o team time (parte do dia ou da semana onde o time faz alguma atividade em conjunto) que é trabalhado aqui no Brasil não adianta com eles na Coreia, porque lá já é parte da cultura deles, se eu oferecer isso em um projeto, isso não é interessante. Aqui no Brasil, enquanto você quer ser o melhor jogador de League of Legends, lá o pensamento é “eu quero ser o melhor time do mundo”. Isso altera totalmente o tipo de trabalho. É difícil trabalhar essa ideia aqui, porque existe um individualismo muito grande. Outro exemplo da diferença entre as culturas no e-Sport é que no Ocidente o treinador precisa se provar para os jogadores que é bom o suficiente pra treiná-los. Lá o jogador precisa se provar pro treinador de que é bom suficiente pra estar no seu time, que é a lógica que se aplica aos esportes.

No e-Sport ainda é novidade jogadores se aposentarem e você chegou na CNB quando o manajj decidiu parar de jogar. Como foi isso?

É, é uma novidade. Quando eu conversei com ele, ele já tinha pensado sobre isso, então não peguei o processo da aposentadoria em si, apenas o ato. Só que hoje isso é um dos assuntos que a gente trabalha com os jogadores, por exemplo: o que eles pensam sobre isso, quanto tempo eles querem ficar no time, o que eles vão fazer depois, como eles se preparam pro futuro pra não ficarem perdidos.

A gente viu no cenário competitivo do League of Legends uma onda de aposentadoria nos últimos dois anos. E são jogadores novos, com pouco tempo de carreira. Como você vê isso no e-Sport?

Pois é, eles cansaram de jogar. Quando você não tem um acompanhamento a fadiga é muito fácil de aparecer porque o cara está jogando 12 horas por dia. Ele não para pra cuidar da alimentação, pra cuidar do dia-a-dia dele e em dois ou três anos não aguenta mais. Aí ele não vê o resultado que quer, não consegue dar a mesma dedicação e acha que é melhor acabar a carreira. E é por isso que aqui no Ocidente é normal você ver o cara voltar depois de algum tempo, se sentindo recuperado e pronto pra jogar. Então é uma aposentadoria mas não é pensada, é mais por cansaço. E isso é comum na área, tanto pelo estresse e pela sobrecarga de trabalho. Agora o cenário está começando a mudar, mas pouco tempo atrás eram os próprios jogadores que se reuniam e decidiam quando treinar, quando fazer as coisas, o coach estava lá somente pra ajudar com conhecimento de estratégia. E eles treinavam 12 horas por dia, dividido em três blocos de treino. Então chegava no final do dia e eles não faziam mais nada, não saíam da gaming house, nada. Alguns saíam no final de semana pra encher a cara e era isso. Eles não tinham um momento de descarga de energia, de estresse, sabe?

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Rafael e o ex-jogador “manajj” (Divulgação/Facebook)
Você vê o tempo de carreira de um ciberatleta aumentando com a inserção da psicologia no meio de trabalho deles?

Bastante, e pros dois lados. A base começando mais cedo, com jogadores começando a treinar a partir dos 12 ou 13 anos, aos 18 anos a profissionalização do atleta, e aí a carreira dele até uns 26 ou 27 anos de idade. Depois disso, ele continua na área se quiser, como coach, analista, etc.

Falam que a vida útil de um ciberatleta vai até os 25 anos, que depois dessa idade o jogador começa a perder reflexo e atenção no jogo. Você acredita nisso?

Só cai o reflexo porque ninguém faz nada. Se o jogador está treinando os reflexos, eles vão se manter. Por exemplo, um dos jogadores da CNB Infinity tem 27 anos e está entrando agora no mundo profissional. A questão do reflexo é treino, um cara que nunca fez nada pra melhorar o reflexo dele e tem 20 anos pode perder pra um cara de 30 que treinou e foi atrás.

Qual você acha que é o melhor perfil de um ciberatleta? O frio calculista se sobressai ou saber lidar com a emoção ajuda na hora do jogo?

Talvez esse perfil frio e calculista seja mais produtivo em um e-Sport individual, como o Starcraft, por exemplo, em que tudo é focado no desempenho de um jogador. Agora em um jogo de grupo, você precisa usar a sua emoção de uma forma positiva, inclusive pra poder chegar em um nível de ativação ideal dentro do jogo, não tão baixo, com todo mundo “morto” durante o jogo, e não tão alto, que está todo mundo se perdendo.

Agora falando no macro. Você acredita que o e-Sport é esporte?

Sim, bastante. O e-Sport é uma atividade que tem características de esporte. Por exemplo:  competitividade, colaboração entre jogadores, organização de campeonatos. Além disso, gera e desenvolve carga física e emocional. A carga física é na forma de tensão. No final dos jogos, a gente faz atividades de fisioterapia laboral, porque o jogo gera sobrecarga em pulso, ombro, costas. Então há gasto energético e carga física em cima disso. Hoje em dia a preparação para a prática do e-Sport precisa de atividade aeróbica. A carga mental nem se fala. Reflexos, melhora cognitiva, tudo isso aparece. Se eu posso considerar xadrez como esporte, posso considerar o e-Sport um esporte também.

Foto de capa por Anderson Spessatto

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