Rio 2016: Primeira rodada do vôlei foi teste para nossos adversários

Sem grandes problemas, o Brasil estreou no vôlei feminino e masculino com vitórias. As meninas bateram Camarões por 3×0, os homens o México por 3×1, e apesar de um pequeno susto dos comandados de Bernardinho, tiramos de letra o nervosismo da estreia. Porém, como precisamos estar sempre de olho nos adversário, vale falar desta primeira rodada olímpica nas quadras do Maracanãzinho. Três são os resultados que chamam atenção.

Feminino: China 2 x 3 Holanda

No EsporteCast Olímpico: Vôlei, comentamos como as chinesas chegavam com cara de potência, com moral de quem deve brigar pelo ouro conosco e com os EUA. Pois não é que elas perderam logo na estreia? A Holanda surgiu recentemente no cenário internacional como equipe de destaque, mas nunca com o poder ofensivo que demonstrou na sua primeira partida. Com atuação de gala da oposta Lonneke Slöetjes, as holandesas conseguiram quebrar a forte linha defensiva chinesa, principalmente o forte bloqueio.

Para nós, fica a preocupação de como serão as atuações de China e Holanda daqui para frente e de como se classificarão, pensando que as brasileiras podem cruzar com elas numa quarta-de-final. A potência de ataque dos Países Baixos pode ser algo a se preocupar, mas o principal é encarar cedo demais as chinesas que, apesar de qualquer atuação abaixo do comum, ainda é uma forte adversária.

Dukema (acima) e Plak são alguns dos detaques da surpreendente seleção holandesa. Foto: Divulgação/FIVB
Dukema (acima) e Plak são alguns dos detaques da surpreendente seleção holandesa. Foto: Divulgação/FIVB

Masculino: Itália 3 x 0 França

Os italianos voltaram. Nossos grandes adversários na década de 2000 vinham de resultados pouco expressivos, algo que até que nos tranquilizava, visto que sempre foram competidores de altíssimo nível. Parece que Zaytsev e cia encontraram novamente o seu bom voleibol contra a França, cravando uma imponente vitória sem nenhum set perdido. Sem aquela presença marcante no bloqueio (apesar dos 11 pontos no fundamento), a Itália demonstrou um controle muito bom de saque e ataque, volume de jogo e muitas armas para virar a bola.

Ambas as seleções são do nosso grupo na primeira fase das olimpíadas e ver esta partida é de suma importância para o Brasil. A fragilidade demonstrada pela França é positiva, já que os vencemos bem na Liga Mundial, porém vale abrir o olho para como vem a Itália e se eles ameaçam nossa classificação neste difícil grupo A.

John Gordon (frente) comemora a conquista histórica e, lá ao fundo, o craque Schmitt. Foto: Divulgação/FIVB
John Gordon (frente) comemora a conquista histórica e, lá ao fundo, o craque Schmitt. Foto: Divulgação/FIVB

Masculino: Canadá 3 x 0 Estados Unidos

Essa foi zebra, não dá pra dizer outra coisa. Os canadenses tinham vencido os vizinhos de continente apenas uma vez em toda a história do vôlei, muito tempo antes de os atletas que entraram em quadra hoje terem nascido. Mas com um passe bem encaixado e uma pancadaria na hora de atacar, o Canadá gostou do jogo. Destaque para o oposto Schmitt (sem nenhuma parcialidade, he). O final do terceiro set até prometeu alguma emoção, com Christenson, Lee, o interminável Priddy e companhia encostando no placar, mas não foi suficiente. O pífio desempenho dos americanos no saque na primeira parcial ajudou bastante, é verdade, mas mérito também dos canadenses, que variaram bem os golpes no ataque e curtiram a ideia de fazer história. E assim fizeram.

A história pode até continuar na terça-feira, mas a gente espera que não. Os canadenses encaram a nossa seleção no que talvez seja o divisor de águas para nós, assim como foi pra os EUA. No feminino, devemos dar um baile nas hermanas argentinas, jogo da segunda-feira. Agora temos também que ficar de olho nos outros grandes candidatos, principalmente em EUA x Holanda no feminino e Itália x EUA no masculino.

Foto destaque: William Lucas/Inovafoto/CBV

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