Três questões para a nova temporada da MLB

Abril começou e com ele veio o início de mais uma temporada da MLB (Major League Baseball). Os amantes do esporte puderam acompanhar, na pré-temporada, várias análises e conjunturas pro ano que chega. Dentre tantas possibilidades, aqui seguem meus palpites de três cenários que podem ser difíceis, mas não impossíveis de acontecer. Seguem eles:

1 – Cubs: favoritos?

Quem acompanhou a World Series (WS) do ano passado viu a surpresa de um Chicago Cubs aparecendo nos playoffs em busca de dois títulos há tempos não conquistados: a NLCS (National League Championship Series), etapa anterior a WS, cujo último título foi em 1945 – aliás, último ano em que o time esteve na final -, e a própria WS, conquistada pela última vez em 1903. O mais interessante ficou por conta da superstição do filme De volta para o futuro II (1989) que, coincidentemente, apontava a equipe como campeã de 2015. No entanto, ano passado a equipe parou na final da NLCS surpreendentemente perdendo por quatro jogos a zero para o New York Mets, no primeiro encontro das duas equipes na pós-temporada na história (lembrando que todos os sete jogos da temporada regular culminaram em vitórias do Cubs). O título de 2015 ficou com o Kansas City Royals de Paulo Orlando, que atropelou o Mets em 4 jogos a 1 (sempre disputada a melhor de sete).

Em 2016, o Cubs é apontado como um dos favoritos a, enfim, levantar o trofeu da WS. Com um elenco forte – de nomes como Anthony Rizzo, Ben Zobrist, Kris Bryant e Kyle Schwarber, por exemplo – a expectativa está alta em Chicago. É claro que o atual campeão, Royals, também é um time a assistir, principalmente por ter a melhor defesa da MLB.

2. O final do último amaldiçoado?

No beisebol, é comum utilizar o termo “maldição”. A mais famosa delas é a maldição do Bambino, por causa da venda de Babe Ruth (seu apelido era Bambino). Considerado até hoje um dos grandes jogadores já existentes, ele foi do Boston Red Sox – na época um dos melhores times da liga, tendo cinco dos primeiros 15 títulos – para seu maior rival, o New York Yankees, e foram necessários 86 anos para que o Red Sox voltasse a ganhar a WS (de 1918 a  2004).

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O venezuelano Felix Hernandez em ação pelo Mariners Foto: Derral Chen/Flickr

Desde a virada do milênio, diversas maldições têm sido quebradas, mas uma permanece. Aqui entra o Seattle Mariners. Na conjuntura atual, a equipe é a que está há mais tempo sem ir aos playoffs: 14 anos. O time mais próximo a eles é o Marlins, mas este ganhou duas WS desde 1997, e o Seattle, com seus 39 anos de história, sequer chegou a disputar a final entre as conferências. Para ilustrar melhor, na última participação de pós-temporada do Mariners, o calouro Ichiro Suzuki estreava na MLB. Hoje ele tem 42 anos, está no final da carreira e se aproxima às 3000 bolas rebatidas.

Mas quem sabe seja esse o ano de acabar com a seca. Com um novo General Manager (GM), Jerry Dipoto, Chris Iannetta foi contratado para catar bolas e Adam Lind veio para ocupar a primeira base. Além disso, Ketel Marte terá sua primeira temporada completa, Nelson Cruz está no bastão e Felix Hernandez é um bom arremessador. A defesa está melhor, a perspectiva de eliminar jogadores e não ceder rebatidas fracas está maior e a rotação vem sendo melhorada aos poucos. Quem sabe veremos a queda de mais uma maldição?

3. Oakland Athletics nos playoffs?

Billy Beane nos tempos de jogador Photo credit: Silent Sensei via Visualhunt / CC BY
Billy Beane nos tempos de jogador
Photo credit: Silent Sensei via Visualhunt / CC BY

Se você é um amante de beisebol e nunca leu ou assistiu Moneyball – O homem que mudou o jogo, faça isso o quanto antes. A luta de Billy Beane contra a aleatoriedade dos olheiros do esporte trouxe mudanças que marcaram a modalidade. Com uma gestão racional e estatísticas matemáticas para determinar o modo de jogar e selecionar os atletas contratados pela equipe, ele levou os A’s a campanhas incríveis principalmente em 2002 e 2003.

A última participação dos A’s nos playoffs foi o wild card de 2014, onde perdeu para o Royals por 9 a 8. Na temporada de 2015, o time ficou na última posição da American League West, com 68 vitórias para 94 derrotas. Porém, os outros times do Oeste também não aparecem em 2016 com grande qualidade, com exceção do Houston Astros – e talvez o Texas Rangers. Se os ensinamentos de Beane foram usados e as coisas se encaixarem, quem sabe isso não seja o suficiente para 80 vitórias este ano.

Photo credit: acase1968 via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

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