Palpite: Murray x Berdych, Federer x Raonic – quem vai à final de Wimbledon?

Chegamos às semifinais no torneio masculino de Wimbledon. Sem Djokovic (eliminado nas oitavas de final), as casas de apostas apontam para o britânico Andy Murray – que joga em casa – e Roger Federer, que busca a oitava conquista na grama sagrada de Londres. Quem vai levantar o caneco? Quais as melhores táticas? Confira na análise abaixo:

Milos Raonic (6) x Roger Federer (3)

AELTC/Jed Leicester . 06 July 2016
Raonic: saque e voleio pode ser a solução – AELTC/Jed Leicester

Depois de uma epopeia para vencer o croata Marin Cilic por 3×2, Federer tem pela frente mais um grande sacador. Com 1,96m e muita potência no serviço, Milos Raonic reeditará nesta sexta-feira, com Federer, a semifinal de Wimbledon de 2014, quando o suíço venceu por triplo 6×4 encaminhando a vaga na final. Nas quartas de 2016, Raonic venceu não apenas outro gigante sacador (Sam Querrey), mas um gigante sacador  que eliminou o melhor jogador do planeta. O confronto mais difícil de Raonic até agora foi nas oitavas de final contra o belga David Goffin, que abriu 2×0 mas tomou a virada de Milos. Em 2016, Raonic tem mostrado cada vez mais qualidade de jogo, justificando sua presença no top10 do ranking e nas fases finais dos torneios. Com um serviço implacável, um ótimo forehand e um voleio afiado, o canadense precisa passar por ninguém mais ninguém menos que o rei da grama.

Ao todo, os dois tenistas já se encontraram 11 vezes. São 9 vitórias de Federer contra duas de Raonic. Em 2016, o canadense foi campeão do ATP de Brisbane batendo Federer na decisão.

Federer precisará do primeiro serviço – AELTC/Joel Marklund

Aos 34 anos, Federer sabe que seu caminho no alto nível do tênis mundial está cada vez mais perto do fim. Um oitavo título em Wimbledon faria justiça e coroaria uma brilhante carreira de um dos maiores tenistas de todos o tempos. Contra Cilic, Federer mostrou que ainda tem físico para jogos longos e saiu de um 0x2 para virar o jogo. Como a mobilidade não é o forte de nenhum dos dois jogadores, a probabilidade de Federer e Raonic trocarem tiroteios de Winners e erros não forçados é grande. Drop shots e voleios também podem ser a marca desse confronto. De um lado, Federer – provavelmente o melhor jogador de rede da história. Do outro, Raonic, que ganhou 99 de 133 pontos de saque e voleio no torneio. Outra estratégia que Raonic pode tentar é exagerar no backhand de Federer. Cilic tentou, e o fez muito bem durante os primeiros dois sets. Cilic, Raonic, Deus, e qualquer pessoa no mundo sabe que jogar bolas confortáveis na direita de Federer não é a melhor saída para vencer, e até agora, a esquerda do suíço não se apresentou tão afiada assim em Wimbledon.

Palpite: Federer 3×1

Tomas Berdych (10) x Andy Murray (12)

Se você procurar a palavra consistência no dicionário, vai encontrar uma foto de Andy Murray. Todo torneio que participa, disputa título. Depois de uma boa temporada no saibro, Murray segue em busca de seu terceiro Slam (o segundo na grama sagrada de Wimbledon). Com a inesperada queda de Nole, Andy automaticamente assume o posto de favorito. Até as quartas de final, quando venceu Tsonga por 3×2 (7×6, 6×1, 3×6, 4×6, 6×1) o britânico não havia perdido sequer um set no torneio. Contra Tsonga, Murray cometeu APENAS 23 erros não forçados em 46 games. Ou seja, uma média de um erro não forçado a cada dois games jogados. O que falta para Murray? Crescer em jogos grandes. São 20 semifinais de Slam e apenas dois títulos. Sem Djoko, é agora ou nunca.

Berdych despachou o francês Lucas Pouille - AELTC/Jed Leicester
Berdych despachou o francês Lucas Pouille – AELTC/Jed Leicester

Do outro lado da quadra, outro cara que conhece de consistência. Berdych pode nunca ter conquistado um Slam, mas o cabeça de chave número 10 de Wimbledon está sempre entre as fases finais do torneio. Se vencer o favorito, Berdych vai igualar sua melhor marca em Slams, quando foi derrotado na final de Wimbledon em 2010 por Rafael Nadal. É bem verdade que o tcheco não teve um chaveamento dos mais complicados, mas também não passou nenhum grande perrengue. Sua maior briga foi contra o juiz de cadeira e a luz natural, no jogo de dois dias contra o também tcheco Jiri Vesely. Nas quartas, Berdych atropelou o jovem Lucas Pouille por 3×0 (7×6, 6×3, 6×2).

Palpite: Murray 3×0

(Foto destaque: Jon Buckle/AELTC)

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