Parte 1: O que esperar da temporada 2016/2017 da NBA?

A bola volta a subir na NBA nesta terça-feira, 25, e, ao que tudo indica, teremos uma temporada com menos emoção que a passada. Os favoritos estão ainda mais fortes e a disputa deve ficar realmente polarizada entre Golden State no Oeste (com Spurs correndo por fora) e Cleveland no Leste. Por outro lado, as despedidas de Kobe, Duncan e Garnett diminuem a expectativa por aposentadorias de peso. Mesmo assim, ainda tem bastante coisa para a gente curtir, até porque basquete é basquete.

Nessa temporada teremos algumas equipes dando suas últimas cartadas enquanto outras iniciam projetos. A diferença entre Leste e Oeste é menor do que em outros anos, mas ainda desfavorece o pessoal do lado do Pacífico, por isso equipes de mesmo nível podem aspirar objetivos diferentes. Enfim, são tantas avaliações que resolvemos fazer um pequeno resumo do que esperamos de cada equipe na temporada 2016/2017 da NBA.

São duas partes: nesta vamos falar sobre os times que achamos que ocuparão a parte de cima da tabela. Para seguir um critério mais claro, classificamos os times de acordo com aonde eles podem chegar nos playoffs.

Candidatos ao Título

Golden State Warriors – A chegada de Kevin Durant para a posição menos forte do time coloca os californianos como a equipe a ser batida de novo. Depois de uma temporada de 73-9 e uma final 4-3 decidida nos últimos segundos do Jogo 7, a aquisição de um jogador desse calibre coloca o supertime dos Warriors como o principal favorito (e odiado) da NBA. Além de se reforçar, enfraqueceu um adversário ao título. Final é o mínimo que se espera, e se não houver nenhuma contusão ou briga de egos no vestiário, o título.

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Foto: Facebook.com/Cavs

Cleveland Cavaliers – Um novo desafio era tudo o que LeBron James queria depois de levar o Cleveland ao tão sonhado título na NBA. A temporada passada, com direito a virada histórica nas finais, foi a redenção de LeBron que, na cabeça de muitos, passou de vilão que montou o supertime em Miami, a mocinho, ao desbancar o supertime de Oakland. Além deste atrativo, a consolidação de Kyrie Irving, Tristan Thompson e a qualidade de Kevin Love (ainda abaixo do que já apresentou nos Timberwolves) colocam os Cavaliers pelo terceiro ano consecutivo como o principal time do Leste. Devemos ter a sétima final consecutiva de LeBron James, com a decisão sendo, possivelmente, o grande desafio de sua carreira até o momento.

San Antonio Spurs – Pode parecer forçado colocar os Spurs no mesmo patamar de Warriors e Cavs (e realmente estão a um passo atrás), mas não dá para duvidar da capacidade de Gregg Popovich. Saiu Tim Duncan e entrou Pau Gasol, que deve render mais que Timmy rendeu em sua última temporada. Além disso, é possível que Kawhy evolua ainda mais e Aldridge continue em alta. Por outro lado, Ginobili dança seu último tango na NBA e Parker está próximo disso, mas nunca duvide da capacidade do Spurs de achar boas peças de reposição para seu elenco e se manter no topo.

Candidatos às Finais de Conferência

Foto: Facebook.com/NYKnicks
Foto: Facebook.com/NYKnicks

New York Knicks – O Leste é uma conferência difícil de prever, pois tem o Cavs muito acima das demais equipes, mas com espaço de sobra para surgir uma segunda força na conferência. Nesse caso aposto no talento dos Knicks. As chegadas de Derrick Rose e Brandon Jennings darão mais criatividade ao time, já as de Joakim Noah e Courtney Lee mais consistência defensiva. Porzingis continuará sua evolução, mas fica a dúvida do que o técnico Jeff Hornacek (fracasso em Phoenix) poderá fazer com um time que não chega aos playoffs há quatro anos. E o quanto Carmelo estará a fim de se doar pelo time, já que dividirá os holofotes pela primeira vez desde sua chegada. Apesar de todos estes problemas, In Phil Jackson we trust.

Indiana Pacers – Triste ver o time optar pela saída de Frank Vogel ao fim da temporada, um bom técnico tirado do time na hora em que chegaram reforços (Jeff Teague, Al Jefferson e Aaron Brooks). Ainda não dá para saber muito sobre como será o novo comando, mas Paul George vem faminto para recuperar o patamar em que estava antes de quebrar a perna, em 2014. Há talento para chegar nas finais do Leste, mas ainda temos de conhecer o trabalho do novo técnico.

Facebook.com/laclippers
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Los Angeles Clippers – Desde a chegada de Chris Paul, em 2011, o primo pobre de Los Angeles tem um bom time, mas ainda não conseguiu os resultados que queria. Agora, com a consolidação do Golden State, fica a impressão de que perdeu o timing. Mesmo assim, os angelinos têm um ótimo técnico (Doc Rivers) e um elenco vasto para finalmente chegar à final de conferência. Chris Paul, Blake Griffin, DeAndre Jordan, Jamal Crawford, JJ Redick, Paul Pierce, Raymond Felton, Mo Speights. Essa pode ser a última chance antes de um desmanche da equipe.

Memphis Grizzlies – Memphis tem um estilo old school que vem agradando muitos fãs de basquete nos últimos anos. Perdeu o técnico (agora nos Kings), mas conta com o retorno de Marc Gasol de contusão e a contratação de Chandler Parsons para reforçar o perímetro no ataque. A defesa deve continuar sendo o forte do time, mas com um pouco mais de criatividade. Se continuar saudável até o fim da temporada, Memphis pode dar dor de cabeça a muitos times, inclusive San Antonio e Golden State, como já fez em um passado recente.

Candidatos às Semifinais de Conferência

Oklahoma City Thunder – É triste colocar OKC nessa classificação depois de uma temporada tão boa. O surgimento de coadjuvantes promissores como Adams, Kanter e Roberson e o ótimo primeiro ano do técnico Billy Donovan davam esperança de que a equipe estava pronta para brigar pelo título novamente, mas a escolha de Durant murchou todos os planos imediatos. Agora é lutar para ir o mais longe possível com um time reforçado com Oladipo, Ilyasova e bons novatos, mas não alguém do tamanho de Durant. Westbrook vem com a faca nos dentes e deve concorrer ao prêmio de MVP, mas não será o suficiente para brigar por títulos, infelizmente.

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Foto: Facebook.com/dallasmavs

Dallas Mavericks – O grande objetivo de Mark Cuban é tentar aproveitar os últimos anos de carreira de Dirk Nowitzki. O alemão ainda consegue contribuir bem no ataque com seu fadeaway imarcável e precisava de um bom quinteto para chegar longe. Os reforços de Harrison Barnes e Bogut colocam o time em melhores condições de brigar por algo mais alto. Por outro lado, Matthews não teve uma boa temporada de estreia e Deron Williams vai para seu último ano de contrato. Se a dupla de armadores não render, Dallas fará mais uma vez apenas figuração nos playoffs, mas prefiro torcer por um fim de carreira com mais aspirações para Dirk.

Toronto Raptors – Como falado anteriormente, as coisas no Leste mudam bastante de um ano para o outro na briga pelo segundo lugar. Toronto foi a bola da vez no ano passado. Classificou bem na temporada regular, passou aperto nos playoffs quando era favorito, mas saiu com moral de um confronto contra os Cavs em que vários (inclusive eu) pensavam que seria uma varrida. Apesar disso, o time não teve grandes reforços e perdeu Byiombo para o Magic. Será difícil duplicar o feito. DeRozan e Lowry terão que repetir o que fizeram na temporada passada e Valaciunas terá que jogar o que ainda não jogou para manter os Raptors no topo. PS: fiquem de olho nos brasileiros.

Boston Celtics – Al Horford chegou em Boston para ser a estrela da equipe que surpreendeu muita gente na última temporada. Com vários picks no draft por vir, a reconstrução dos Celtics foi mais rápida do que o esperado, graças ao ótimo técnico Brad Stevens  que tirou leite de pedra com um elenco que ninguém acreditava. Agora Isaiah Thomas e companhia contam com um ótimo reforço no garrafão para levar os Celtis a um degrau acima e, quem sabe, ver algum dos garotos florescer já neste ano.

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Foto: Facebook.com/chicagobulls

Chicago Bulls – A primeira temporada após a saída de Thibodeau dos Bulls foi desastrosa, tanto que ficaram de fora dos playoffs. Com isso, a equipe foi ao mercado e trouxe um playmaker da cidade: Dwayne Wade. Se não tem mais o físico de outros tempos, Wade continua sendo craque e foi o destaque do time nas duas temporadas de Miami pós LeBron. Chicago perdeu Derrick Rose, Joakim Noah e Pau Gasol, mas Manteve Jimmy Butler e também trouxe Rajon Rondo e Robin Lopez. Uma montagem estranha de elenco (sem chutadores do perímetro, por exemplo) com um técnico que deixou uma má impressão em seu primeiro ano. Tenho várias dúvidas sobre os Bulls, inclusive coletivo, mas com Wade no elenco dá para arriscar um palpite otimista. Que Felício tenha continue surpreendendo na NBA.

Por enquanto é só, pessoal. No próximo texto vamos falar sobre os times que apenas brigam por vaga nos playoffs e daqueles que vão apenas figurar na temporada. Se acha que algum dos citados merecia estar abaixo ou que algum dos não citados deveria aparecer nesse texto,  comenta aí.

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