As novas caras do beisebol brasileiro na MLB

Na última semana, os fãs da MLB acompanharam diversas notícias que corroboram com aquele ideia de que o Brasil vem se tornando a terra do taco e bolinha. Pelo menos cinco jovens jogadores assinaram contrato com as franquias norte-americanas e devem ser as novas caras do beisebol brasileiro na MLB. Agora são 16 atletas tupiniquins confirmados e outros mais podem assinar.

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A história do beisebol no Brasil é centenária, mas esse crescimento recente acompanha a chegada da seleção verde e amarela ao World Baseball Classic em 2011. Há pouco tempo falamos aqui no Time de Fora sobre os jogadores brasileiros que já estão atuando em pelo menos os times afiliados da Class A. Agora vamos trazer a lista daqueles que estão nas primeiras etapas da Minor League, seja nas ligas short-season ou rookies, e os recém contratados.

A origem das novas caras do beisebol brasileiro na MLB

Os olheiros da Major League nunca tiveram muitas fronteiras para buscar jogadores. Onde se disputava alguma partida regular e de algum nível de beisebol, haveria alguém lá. Não à toa, no caso do Brasil, o primeiro atleta a assinar com alguma franquia foi José Pett, em 1997. Esse status pouco melhorou ao longo dos anos, já que para a geração que está entre as grandes ligas hoje (Yan Gomes, Paulo Orlando, etc), o trabalho do olheiros ainda era menos específico.

Porém, a atual leva de jogadores pode-se dizer que tem influência do envolvimento direto da MLB com a Confederação Brasileira. Entre 2011 e 2016 foi realizado o MLB Elite Brasil Camp, promovendo peneiras e finais de semana de treinamentos, prato cheio para os olheiros das franquias. A partir deste ano foi criada a Academia MLB Brasil, que dará “bolsa completa, com treinamento específico padrão MLB, acomodações no CT Yakult, alimentação, bolsa de estudos em excelente escola privada da região, além das ferramentas necessárias para elevar o nível de jogo”. A jovem elite do beisebol brasileiro reunida em um único lugar.

Para ficarmos de olho

Ainda que suas formações tenham crédito imenso dos clubes e times de origem, parece certo que o primeiro degrau de um jovem, para chegar à MLB, é por esta Academia. Não à toa, quatro dos cinco recém-contratados fazem parte do projeto. Também vale lembrar que o Tampa Bay Rays segue construindo um CT próprio no interior de São Paulo e até apoia um time amador na capital paulista. Com todas essas facilidades, é de se esperar mais e mais atletas indo jogar nos EUA. Mas antes, vamos conferir os que já estão por lá:

Daniel Missaki – Milwaukee Brewers

O arremessador de 21 anos é o mais “velho” dos brasileiros ainda atuando na parte da baixo da Minor League. Depois integrar a histórica seleção brasileira no WBC 2011, aos 16 anos, Missaki fechou com o Seattle Mariners. Após bons dois anos, Daniel sofreu uma lesão que o forçou a fazer a arriscada cirurgia de Tommy John. O atleta não atuou em 2016, foi trocado para o Brewers e nesta temporada está listado ainda como machucado.

Edilson Batista – Boston Red Sox

Com apenas 20 anos, o arremessador de Marília vem subindo nas ‘bases’ do Red Sox. Ele chegou ao time em 2014 e passou as duas últimas duas temporadas na liga de verão da República Dominicana. Neste ano, Edílson subiu para a Gulf Coast League, ainda uma liga rookie mas que é realizada na Flórida.

Gabriel Maciel – Arizona Diamondbacks

O paranaense outfielder tem apenas 18 anos e fez parte dos MLB Elite Brasil Camp em 2014 e 2015. Sua contratação ocorreu no final daquele ano e sua estreia aconteceu em 2016. Ele atuou nas ligas do Arizona (primeiro estágio) e a Pioneer (ainda rookie, mas um pouco avançada). Em 2017, Gabriel se manteve com o Missoula Osprey, afiliado do DBacks na Pioneer.

Christian Pedrol – Seattle Mariners

Mais um arremessador, mais um brasileiro indo para o Mariners. O jogador, natural de São Paulo, assinou contrato com a equipe da costa oeste ainda em maio e partiu para a preparação na liga de verão da República Dominica. Ele ainda não fez sua estreia nesta temporada. Christian fazia parte da Academia MLB Brasil e foi a primeira contratação do projeto. Mas outros o seguiram.

Victor Coutinho e Heitor Tokar – Houston Astros

O terceira base e o arremessador do Marília assinaram juntos, no dia 02 de julho, o contrato com a equipe do Texas. Os dois jogadores de 16 anos também são parte da Academia MLB Brasil. O único brasileiro a ter atuado pelo Houston é o arremessador Murilo Gouvea, que ficou entre 2007 e 2012 nas Minors e teve mais uma chance em 2015. Atualmente ele joga em uma equipe semi-profissional do Canadá.

Vitor Watanabe – Milwaukee Brewers

Arremessador, 16 anos, de Marília, parte do projeto Academia MLB Brasil. Todos os pré-requisitos conferem para o jovem Vitor, que também faz as vezes de infielder. Cotado a sair desde maio, ele é o primeiro brasileiro a assinar com a franquia do Wisconsin (o já citado Missaki foi trocado). Assim com acontece com todos os prospectos, seu contrato é de sete anos.

Eric Pardinho – Toronto Blue Jays

O prospecto brasileiro mais comentado nos últimos anos, Pardinho finalmente assinou com o Toronto no último dia 06 de julho. O arremessador fez sucesso nas eliminatórias do World Baseball Classic 2016, quando alcançou bolas acima das 90mph aos 15 anos de idade. De lá pra cá vinha subindo no ranking dos prospectos e sendo disputado por algumas franquias. Com a temporada a pleno vapor, Eric deve estrear apenas em 2018. A partir daí, deve ser uma das principais novas caras do beisebol brasileiro na MLB.

Crédito de foto: Cut4 Oficial no Twitter

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