NFL 2017: Como chega o seu time para a temporada? NFC Norte e Sul

Quase lá! Já é semana que vem o primeiro jogo da temporada da NFL 2017/2018. Kansas City Chiefs e New England Patriots darão o pontapé inicial da bola oval no dia sete de setembro, na próxima quinta-feira. Enquanto a temporada não começa, aproveitamos para apresentar aos torcedores uma pequena prévia sobre todos os times da NFL.

Na semana passada, falamos dos times das divisões Leste e Oeste da Conferência Americana. Hoje é dia de falar sobre os times do Norte e Sul da NFC, e na semana que vem, às vésperas do kickoff, falamos sobre a AFC Norte e AFC Sul. Confira os times de hoje:

  • NFC Norte: Packers, Lions, Vikings, Bears
  • NFC Sul: Falcons, Buccaneers, Saints, Panthers

Confira as análises das outras divisões:

NFC Norte / NFC Sul / NFC Leste / NFC Oeste

AFC Norte/ AFC Sul / AFC Leste / AFC Oeste

Quais os pontos fortes? Quais os fracos? Quem chegou? Quem saiu? Briga por vaga nos playoffs ou será saco de pancada? Hora de descobrir.

 

NFC Norte

Green Bay Packers

Com oito aparições nos playoffs nas últimas oito temporadas, o Green Bay Packers obviamente surge como um dos favoritos da Conferência Nacional. Mesmo com duas saídas na linha ofensiva, Aaron Rodgers comandará um ataque consolidado. Jordy Nelson, Randall Cobb e Davante Adams ganham a companhia de Martellus Bennett, que foi campeão com o Patriots no último Super Bowl.

As principais dúvidas do time do técnico Mike McCarthy estão na defesa. Em 2016, foram cerca de 270 jardas aéreas cedidas por partida — segunda pior marca da NFL — e 32 touchdowns cedidos pelo ar. Clay Matthews vem de uma temporada ruim, e o time sofreu com a secundária no ano passado. Sam Shields e Micah Hyde foram embora, e o time gastou dois altos picks no draft com jogadores de secundária. Kevin King (CB) e Josh Jones (S) devem ganhar oportunidades ao longo do ano.

Mesmo com essas incertezas, as chances do Packers ir de novo aos Playoffs são bem grandes. Se os jogadores principais ficarem saudáveis e Aaron Rodgers tiver tempo no pocket para fazer seus milagres semanais, o time estará em uma boa situação.

Ponto forte: Aaron Rodgers; linha ofensiva; linha defensiva

Ponto fraco: Cornerbacks; jogo terrestre

Ficar de olho: Martellus Bennett (TE)

Principais dúvidas:

  • Ex-WR, Ty Montgomerry conseguirá ter uma temporada sólida como running back?
  • Após duas baixas na OL, Aaron Rodgers vai seguir tendo 10s para fazer o passe?
  • Martellus Bennett vai se adaptar rapidamente ao ataque do Packers?

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Detroit Lions

Na primeira temporada sem Calvin Johnson, Matthew Stafford liderou o ataque do Lions a uma temporada mais do que satisfatória. Foram 4,327 jardas aéreas, 24 touchdowns e 10 interceptações para o quarterback. Em 2017, Stafford jogará com a pompa de ter assinado o maior contrato anual da história da NFL: 27 milhões de dólares por temporada. Quem deixou a desejar foi o jogo terrestre, que conseguiu apenas 81.9 jardas por partida (3ª pior média da NFL) e nove touchdowns correndo com a bola.

A linha ofensiva, que já não é das melhores, perdeu o left tackle Taylor Decker, que passou por uma cirurgia no ombro e perderá uma boa parte da temporada, no mínimo. Mas o time gastou uma boa grana para contratar os OLs T.J Lang (ex-Packers) e Ricky Wagner (ex-Ravens), que prometem melhorar a proteção de passe do time.

A defesa, que foi mediana no ano passado, foi reforçada. Dos nove picks que gastou no draft, seis foram com defensores. Destaque para o calouro Jarrad Davis (LB), que deve começar a temporada como titular.

Ponto forte: Quarterback;

Ponto fraco: linha ofensiva; pass rush

Ficar de olho: Jarrad Davis (LB calouro)

Principais dúvidas:

  • Matthew Stafford fará jus ao maior contrato da história da NFL?
  • Segundo pior em sacks no ano passado (31), o pass rush do Lions conseguirá voltar a ser ameaçador?
  • Quando o jogo terrestre do Lions voltará a ser perigoso?

 

Minnesota Vikings

Pela primeira vez em 12 anos, Adrian Peterson não será o rosto da franquia em Minnesota. Depois de sofrer com lesões no joelho nos últimos anos, Peterson se mudou para New Orleans e vai defender o Saints na NFC Sul. Para o seu lugar, o Vikings contratou Latavius Murray, ex-Oakland Raiders. Mas Murray pode nem começar a temporada como titular. Dalvin Cook, calouro de Florida State draftado na segunda rodada, se destacou nas últimas semanas e deve disputar a vaga de titular.

Curiosidade também na posição de quarterback. Teddy Bridgewater, que levou a equipe aos Playoffs em 2015, ainda não se recuperou da lesão no joelho. Sam Bradford, substituto de Bridgewater, é o titular, mas só tem mais um ano de contrato (recebendo 18 milhões de dólares). Bridgewater também só tem contrato até esse ano. Dependendo de como Sam Bradford atuar durante a temporada, como ficará a situação dos dois?

A boa notícia é que, defensivamente, o time não perdeu nenhuma peça importante. Everson Griffen, Danielle Hunter, Eric Kendricks, Xavier Rhodes e companhia foram uma das melhores defesas da NFL em 2016, e podem novamente carregar o Minnesota Vikings.


Ponto forte: Pass rush; secundária; special teams

Ponto fraco: linha ofensiva

Ficar de olho: Dalvin Cook (RB calouro)

Principais dúvidas:

  • Sam Bradford ou Teddy Bridgewater? Quem será o futuro da franquia?
  • Dalvin Cook roubará a titularidade de Latavius Murray?
  • Steffon Diggs vai evoluir ao ponto de fazer uma temporada de 1,000 jardas aéreas?
  • A defesa vai manter o nível de atuação da temporada passada?

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Chicago Bears

Ainda que em um óbvio recomeço, o Chicago Bears apresenta em 2017 um futuro muito mais promissor do que apresentava nos últimos anos. Mesmo que o time tenha uma fraca defesa e Mike Glennon seja o quarterback titular, ao menos o Bears conseguiu se livrar da “maldição Jay Cutler”. Chicago subiu no draft para poder escolher Mitchell Trubisky, um QB que abrilhantou os olhos de quem o assistiu na pré-temporada.

Mas Trubisky não será o titular (não por enquanto, pelo menos). Os Bears assinaram um contrato de três anos com Mike Glennon, que vai receber 15 milhões por temporada, em média. Mas convenhamos, é improvável que até dezembro, Trubisky não pise no campo como titular em pelo menos uma partida.

Em 2016, a defesa do Bears nem foi tão ruim assim. Akiem Hicks se destacou com sete sacks, mas foi só. O site Pro Football Focus rankeou todas as 32 secundárias da NFL, e Chicago ficou com com a antepenúltima posição, à frente apenas do Saints e do Eagles. Mas o time precisa melhorar mesmo contra o jogo terrestre. Na temporada passada, o Bears cedeu cerca de 122 jardas terrestres por jogo (6ª pior média da NFL).


Ponto forte: jogo terrestre

Ponto fraco: Linha defensiva; secundária; recebedores

Ficar de olho: Kevin White (WR)

Principais dúvidas:

  • Até quando Mike Glennon vai segurar a titularidade na posição de quarterback?
  • Sem Cameron Meredith, o corpo de recebedores dá conta do trabalho? (Kevin White, Victor Cruz, Kendall Wright, Zach Miller)
  • Sem nenhum grande reforço, a defesa vai continuar fraca em 2017?

 

NFC Sul

 

Atlanta Falcons

Uma das maiores dúvidas dos especialistas e torcedores do Atlanta Falcons é: “O time vai sentir a ressaca do Super Bowl?” De fato, com a saída do coordenador ofensivo Kyle Shannahan para assumir o cargo de técnico em San Francisco, é possível imaginar que o time possa não repetir as impressionantes marcas ofensivas conquistadas em 2016. 1º da NFL em pontos por partida (33,8), 3º melhor ataque aéreo (295,3 jardas por jogo), 5º melhor ataque terrestre (120,5 jardas por jogo) e foi o melhor time protegendo a bola (0,7 turnovers sofridos por partida). Esses são apenas alguns dos ótimos números do Falcons de 2016.

Defensivamente, o time ainda precisa melhorar. A defesa do Falcons foi a 25ª em jardas cedidas por jogo, a 27ª em pontos sofridos e a 16ª em sacks. Mas apesar de desaparecer no segundo tempo do Super Bowl, a defesa dominou completamente os demais adversários na reta final da temporada regular e na pós-temporada. Recheada de jovens talentos como Vic Beasley (LB), Deion Jones (LB) e Keanu Neal (CB), a defesa tem difíceis desafios ao enfrentar os bons ataques da NFC Sul, e precisa melhorar de produção já na temporada regular.

Outro ponto: o calendário do Falcons tem algumas pedreiras. O time joga fora de casa contra Patriots e Seahawks, e recebe o Green Bay Packers já na semana 2. Pode ser que ocorra uma leve queda de rendimento.


Ponto forte: Quarterback; jogo aéreo; jogo terrestre; Vic Beasley

Ponto fraco: Defesa contra o passe

Ficar de olho: Takk McKinley (DE calouro)

Principais dúvidas:

  • Sem Kyle Shanahan, conseguirá o ataque do Atlanta Falcons manter o nível?
  • 2016 foi um ano fora da curva ou Matt Ryan realmente está entre os grandes QBs da NFL?
  • O que falta para a defesa do Falcons dar um salto de produção?

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Tampa Bay Buccaneers

Muita hype se coloca em cima do Tampa Bay Buccaneers para a temporada 2017-2018 da NFL, e eu entro no bonde. É verdade que o Bucs joga em uma divisão bastante equilibrada e com dois dos melhores ataques da NFL, mas o time se reforçou e deve brigar por uma vaga nos Playoffs desta temporada.

No ataque, destaque para a chegada do velocista veterano Desean Jackson, que teve bons anos em Philadelphia e Washington. Além dele, o time draftou o tight end O.J. Howard na 19ª posição do primeiro round, e talvez seja a maior promessa da posição nos últimos anos. O time só precisa melhorar de produção no jogo terrestre. Foram 101 jardas por partida, em média, e oito touchdowns correndo com a bola. Para isso, o time precisa que Doug Martin fique saudável, já que no ano passado o corredor perdeu oito partidas com uma lesão muscular.

Mas o grande desafio do Bucs é defensivo. O front seven é imponente, com linebackers fortes e “onipresentes”. Mas para uma defesa que não foi bem em 2016 contra o jogo aéreo (250,8 jardas cedidas por partida), espera-se que a chegada de J.J. Wilcox (Safety – ex-Cowboys) e Justin Evans (calouro de segunda rodada) seja o suficiente para fazer com que o time seja competitivo e volte a jogar em janeiro.

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Ponto forte: Quarterback; wide receivers; pass rush

Ponto fraco: Linha ofensiva

Ficar de olho: O.J. Howard (TE calouro)

Principais dúvidas:

  • Qual o limite de Mike Evans?
  • Até onde pode evoluir Jameis Winston?
  • A secundária conseguirá fazer frente aos ataques de Atlanta Falcons e New Orleans Saints?

 

New Orleans Saints

Faz uns três anos (no mínimo) que o Saints entra na pré-temporada falando em melhorar a defesa e chega na temporada regular e nada acontece. Em todas as temporadas desde 2014 o Saints ficou entre as duas defesas que mais cederam jardas na NFL. Mais uma vez, a esperança do torcedor é que esse quadro mude em 2017.

O time se desfez de Brandin Cooks para ter mais picks e poder pegar mais defensores no draft desse ano. E o fez. Os calouros Marshon Lattimore (CB) e Marcus Williams (S) deverão ter várias chances ao longo da temporada. Linebacker escolhido na 3ª rodada, Alex Anzalone impressionou em agosto e pode até ser titular na temporada regular. Enfim, são muitos jogadores jovens entrando em um elenco com algumas boas peças defensivas — em especial na DL — e que pode surpreender positivamente o torcedor do Saints em 2017, até porque é difícil ser pior do que foi nos últimos anos.

Já no ataque, bem mais tranquilidade. Drew Brees teve o seu 5º ano com mais de 5.000 jardas aéreas e segue a receita de envelhecer como vinho adotada por Tom Brady. O calouro Mike Thomas roubou a cena e até o fullback John Kunh anotou um touchdown aéreo. Para 2017, o time assinou um contrato até o fim de 2018 com a estrela Adrian Peterson, que vai receber uma média de 3 milhões e meio por ano, o que é um valor bem razoável para um running back que vai dividir os snaps com Mark Ingram e pode contribuir bastante para o time. Resta saber até quando Sean Payton vai conseguir extrair o máximo desse ataque.


Ponto forte: Drew Brees; jogo aéreo; jogo terrestre

Ponto fraco: Linebackers; secundária

Ficar de olho: Adrian Peterson (RB); Marshon Lattimore (CB calouro)

Principais dúvidas:

  • Drew Brees tem 38 anos. Drew Brees tem o mesmo agente de Matthew Stafford. Qual valor de contrato o New Orleans Saints está disposto a pagar ao seu quarterback?
  • Adrian Peterson vai conseguir jogar os 16 jogos da temporada?
  • Se a defesa melhorar, o time consegue voltar aos Playoffs?

 

Carolina Panthers

Depois de um 2016 onde as pancadas sofridas por Cam Newton roubaram mais a atenção do que o desempenho do time em campo, o Panthers quer voltar a ter um ano competitivo como o de 2015, quando foi ao Super Bowl. Para esta temporada, o time se reforçou mais no ataque, draftando o running back Cristian McCafrey (Run CMC) no primeiro round e o wide receiver Curtis Samuel no segundo.

Mediana no ano passado, a linha ofensiva também foi reforçada. Além de pickar o Taylor Moton no segundo round do draft, o Carolina Panthers assinou com Matt Khalil, que passou cinco anos no Minnesota Vikings. Kalil é irmão de Ryan Kalil, atual center do Panthers, e juntos, os dois terão a missão de proteger Cam Newton.

A defesa despencou de produção no ano passado. E ainda há algumas ressalvas. Com a contratação de Julius Peppers (37 anos), que retorna ao time depois de sete anos, o Panthers tem uma defesa recheada de veteranos. Charles Johnson (DE – 31 anos), Thomas Davis (LB – 34 anos) e Mike Adams (36 anos) são bons titulares, mas não ficarão na liga por muito tempo. É hora dos jovens jogadores — principalmente os da secundária — subirem de nível.


Ponto forte: Jogo terrestre; linebackers

Ponto fraco: Secundária

Ficar de olho: Christian McCafrey (RB calouro)

Principais dúvidas:

  • Cam Newton pode voltar a jogar como fez em 2015?
  • Com vários jogadores mais velhos e alguns jovens, como será a transição de gerações no sistema defensivo?
  • Kelvin Benjamin entrou na offseason muito acima do peso, mas emagreceu. Será que ele pode render como fez em seu ano de calouro?

 

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Foto de capa: Tammy Anthony Baker via Visualhunt

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