NFL 2017: Como chega o seu time para a temporada? AFC Norte e Sul

Chegou a hora! Assim como o inverno em Game of Thrones, setembro chegou, e com ele o início da temporada 2017/2018 da NFL. Nesta quinta, Patriots e Chiefs farão o primeiro jogo, e no domingo mais 12 jogos serão realizados — cinco deles televisionados no Brasil — pela semana 1.

E se a NFL está começando, a nossa prévia/análise está chegando ao fim. Nas semanas anteriores, falamos sobre a preparação de 24 dos 32 times da NFL. Hoje terminamos essa análise falando sobre os times da AFC Norte e Sul. Confira quais os times de hoje:

  • AFC Norte: Steelers, Ravens, Bengals, Browns
  • AFC Sul: Texans, Titans, Colts e Jaguars

 

Confira as análises das outras divisões:

NFC Norte / NFC Sul / NFC Leste / NFC Oeste

AFC Norte/ AFC Sul / AFC Leste / AFC Oeste

Quais os pontos fortes? Quais os fracos? Quem chegou? Quem saiu? Briga por vaga nos playoffs ou será saco de pancada? Hora de descobrir um pouco mais sobre a sua equipe:

 

AFC Norte

 

Pittsburgh Steelers

Pittsburgh passa a impressão de que está a um degrau de chegar ao Super Bowl. Com um ataque imponente e uma defesa com boas peças individuais, o time foi aos Playoffs nos últimos três anos, mas esbarrou em Baltimore, Denver e New England, respectivamente. Em 2017, o time segue sendo favorito para levar a divisão norte da AFC, mas se quiser ir a Minnesota, no primeiro domingo de fevereiro, terá que melhorar para eliminar algumas pedreiras na pós-temporada. O Steelers nunca venceu Tom Brady nos Playoffs, por exemplo.

Técnico principal do Steelers desde 2008, Mike Tomlin teve seu contrato renovado pela equipe, e comandará as abelhas de Pittsburgh pelo menos até 2020. Sob seu comando, são 103 vitórias e 57 derrotas, duas aparições em Super Bowl e um título (2008).

Depois de fazer uma manha para receber um salário gigantesco, LeVeon Bell saiu da greve, recebeu a franchise tag e vai jogar pelo Steelers com um contrato de um ano ganhando mais de 12 milhões de dólares em 2017 (o que já é o maior valor anual para um running back). Na defesa, destaque para o calouro T.J. Watt (irmão do DE do Texans), que impressionou na pré-temporada e conquistou a posição de titular

Ah, e o time assinou com Joe Haden (CB), ótimo jogador que estava no Browns (talvez o único).

Ponto forte: Quarterback; Le’Veon Bell; recebedores

Ponto fraco: Tight end

Ficar de olho: T.J. Watt (LB calouro)

Principais dúvidas:

  • Após um ano fora por fumar maconha violar a política de substâncias da liga, Martavis Bryant conseguirá se readaptar à NFL?
  • Dos 13 anos em Pittsburgh, Big Ben só jogou todos os jogos de uma mesma temporada em apenas três ocasiões. Será que em 2017 ele vai ficar inteiro até o final?
  • Com a chegada de Joe Haden (CB) e JJ Wilcox (S) a secundária do Steelers vai dar um salto de produção?

 

 

Baltimore Ravens

Talvez a melhor defesa da AFC Norte, Baltimore ficou a apenas uma vitória dos Playoffs da NFL. E apesar de Eric Weddle afirmar, em abril, o Ravens de 2017 não é o Ravens mais forte da história, nem o mais “em forma”. Já em julho, Joe Flacco machucou as costas levantando peso (wtf). O quarterback já voltou a treinar e pode até jogar no domingo contra o Cincinnati Bengals, mas não deve ter 100% de condições de jogo.

Em 2016, a defesa do Baltimore liderou a NFL em interceptações (18) e neste ano, o time amontoou mais nomes interessantes. Tony Jefferson (Safety ex-Cardinals), Brandon Carr (Cornerback ex-Cowboys) e o calouro de 1ª rodada Marlon Humphrey prometem melhorar ainda mais o sistema defensivo. Aliás, dos sete picks do draft de 2017, o Ravens escolheu cinco jogadores de defesa.

Já no ataque, Jeremy Maclin chegou de Kansas City e assume o posto deixado pelo veterano Steve Smith, que se aposentou no final da última temporada. O time foi o que mais tentou passes em toda a NFL (média de 42,4 por partida), mas teve apenas o 12º melhor ataque aéreo da NFL. Já o jogo terrestre foi um desastre: apenas 91,4 jardas por jogo (5º pior da liga).

Ponto forte: linha ofensiva; kicker

Ponto fraco: Jogo terrestre; tight ends

Ficar de olho: Jeremy Maclin (WR)

Principais dúvidas:

  • Joe Flacco realmente tem condições de jogar?
  • De 49 sacks em 2014 a 37 sacks em 2015 e 31 sacks em 2016. Como resolver o declínio do pass rush do Ravens?
  • Terrance West, Danny Woodhead (SIM, ELE MESMO), Javorious Allen e Kenneth Dixon: o jogo terrestre do time voltará a ter relevância em 2017?

 

 

Cincinnati Bengals

Olha essa matemática: o técnico do seu time tem um recorde de 113 vitórias, 101 derrotas e 3 empates (aproveitamento de 52,8%), e comandou o seu time a sete classificações aos Playoffs em 14 temporadas (50%). Números bastantes razoáveis, não? Não. Não para Marvin Lewis. O técnico principal do Bengals tem seu cargo ameaçado em Cincinnati principalmente por causa de uma estatística: sete derrotas em sete jogos de pós-temporada. Ah, e ele disse que não gostou da NFL ter aceitado ser mais liberal com as comemorações em 2017. Aí não dá! Tá de sacanagem! Fora!

Na defesa, o linebacker Vontaze Burfict foi suspenso por três partidas por um tackle ilegal na pré-temporada (não, isso não é notícia repetida). O cornerback Adam “Pacman” Jones foi suspenso por um jogo por chutar e dar cabeçadas em um segurança de hotel violar as políticas de conduta da NFL. Mesmo assim, a defesa do Bengals continua sendo boa. No ano passado, o time sofreu uma média de 19,7 pontos por partida e foi a 7ª melhor da NFL no quesito.

Já no ataque, olhos abertos para vários jogadores: o velocista John Ross, draftado na 1ª rodada, e o corredor Joe Mixon, draftado no 2º round. Se A.J. Green e Tyler Eifert ficarem saudáveis, o setor ofensivo tem boas chances de prosperar. O problema é Andy Dalton ser protegido, já que o time perdeu duas peças da linha ofensiva na última free agency.

Ponto forte: linha defensiva; recebedores; defesa contra o jogo aéreo

Ponto fraco: linha ofensiva

Ficar de olho: John Ross (WR) e Joe Mixon (RB), ambos calouros

Principais dúvidas:

  • A média da NFL de blitz por jogada defensiva é de 27%. A do Bengals é de 9,2%. Mesmo com nomes como Geno Atkins e Carlos Dunlap na defensiva, porque ser tão pouco agressivo no pass rush?
  • John Ross quebrou o recorde do tiro de 40 jardas do combine com 4,22s. Na temporada regular ele vai surpreender como Tyreke Hill fez no ano passado ou será mais um bust?
  • Se Tyler Eifert, A.J. Green e Andy Dalton ficarem saudáveis, o time voltará aos Playoffs?

 

 

Cleveland Browns

Chegou a vez do time mais carismático da NFL. O Cleveland Browns venceu os quatro jogos da pré-temporada e é candidato a ir ao Super Bowl em fev..OPA. EMPOLGOU.  Falando sério agora. Depois de quase chegar a bizarra marca de 0 vitórias e 16 derrotas no ano passado (foi 1-15), o Cleveland se reforçou na intertemporada e tem tudo para apresentar alguma melhora em 2017. Muito provavelmente o time vai duplicar, triplicar ou até mesmo quadruplicar seu número de vitórias nesta temporada.

Vamos a alguns números de 2016:

  • 2ª pior defesa terrestre (142,7 jardas cedidas);
  • Defesa que mais tomou touchdowns aéreos (36)
  • Segundo pior ataque (16,5 pontos por partida)
  • Time que mais trocou de quarterback no ano

No ano passado os quarterbacks do Browns foram: Josh McCown, RG3, Cody Kessler, Terrelle Pryor, Kevin Hogan e Charlie Whitehurst. A boa notícia é que quase todos eles foram embora. A ruim é que um deles era o melhor recebedor do time.

Mas vamos falar de coisas boas! O calouro Deshone Kizer foi bem na pré-temporada, desbancou Brock Osweiler e será o QB titular do time. Myles Garrett (DE) e Jabrill Peppers (S) — que foram escolhidos na primeira rodada do draft — e Jamie Collins (ex-Patriots) devem melhorar um pouco a defesa, mas não muito.

Enfim, torcedor do Browns, apenas fique feliz que a temporada 2017 da NFL está de volta e o seu time tem um plano de futuro bem melhor do que tinha no ano passado. Afinal, em 2018, o time terá nada mais nada menos que 13 (SIM!!! TREZE!!) picks no draft. O Browns pode até continuar sendo um time perdedor em 2017, mas caminha na direção certa.

Ponto forte: jogo terrestre; punter

Ponto fraco: todo o restante

Ficar de olho: Myles Garrett (DE calouro)

Principais dúvidas:

  • Deshone Kizer vai repetir as atuações da pré-temporada?
  • Com todos esses reforços, a defesa vai, enfim, ser um pouco mais competitiva?
  • Quanto tempo vai durar essa “quase eterna” fase de restruturação?

 

 

AFC Sul

 

Houston Texans

Eu tinha escrito um texto bem elaborado sobre as forças e fraquezas do Houston Texans para 2017, mas acho que o lado humano nessa hora conta mais do que o lado fã da bola oval.

Para quem não sabe, Houston foi devastada pelo furacão Harvey ao longo das últimas semanas. Segundo o canal CBS, no mínimo 63 pessoas morreram em decorrência do impacto das fortes tempestades que atingiram a região nos últimos dias. De acordo com a Divisão de Controle Emergencial do Texas, mais de 185.000 casas foram afetadas pelas chuvas, e um total de 6 milhões de pessoas impactadas pelos estragos do furacão Harvey. Mais de 40 mil pessoas estavam em abrigos até o final da última semana, e o prejuízo total estipulado é de mais de 125 bilhões de dólares.

A nota 10 dessa história vai para os jogadores do Texans. J.J. Watt tem sido um verdadeiro embaixador, e ao lado de DeAndre Hopkins, Jadeveon Clowney, Lamar Miller, Tom Savage e outros atletas, criou uma campanha para arrecadar dinheiro e doações para as famílias impactadas pelo desastre natural. Lançada com o objetivo de arrecadar 200 mil dólares, a campanha já alcançou a marca de 20 milhões de dólares arrecadados.

Assim como aconteceu com o Saints em 2007, o time do Houston Texans pode significar agora um motivo de alegria e volta por cima para essa população, e o jogo de domingo contra o Jacksonville Jaguars certamente será muito emocionante para a cidade.

Ponto forte: defesa; defesa contra o passe; defesa contra a corrida; playmakers defensivos

Ponto fraco: Quarterback; recebedores

Ficar de olho: Jadeveon Clowney (LB)

Principais dúvidas:

  • Quanto tempo Tom Savage vai durar na posição de QB titular?
  • Alguém vai ajudar DeAndre Hopkins a receber passes em Houston?
  • Depois de se lesionar em 2016, J.J. Watt voltará a jogar no nível que jogava anteriormente?

 

 

Tennessee Titans

Aqui está! O time sensação de 2017! O Titans pegou o trem dos Playoffs na temporada passada mas parou uma estação antes. Marcus Mariota se machucou na rodada de Natal, o time perdeu para o Jacksonville Jaguars e ficou a uma vitória da pós-temporada. Com Mariota recuperado em 2017, o time é favorito ao título da AFC Sul.

No ataque, Demarco Murray e Derrick Henry são os pilares de um jogo terrestre forte. A linha ofensiva é uma das melhores da NFL, e o jogo aéreo tem nomes bastante interessantes. Rishard Matthews (WR) e Delanie Walker (TE) continuaram, e o time adicionou o veterano Eric Decker e o calouro Corey Davis, draftado na primeira rodada.

As maiores preocupações do Titans estão mesmo na defesa. O lado bom foi que o time segurou seus adversários a uma média de 88.3 jardas terrestres por partida e foi a segunda melhor defesa da NFL no quesito. Por outro lado, o Titans teve a 3ª pior defesa contra o passe em 2016, cedendo uma média de 269,2 jardas aéreas por partida, e ficou à frente apenas de Green Bay e New Orleans.

Para resolver esse problema: contratações. Logan Ryan (CB ex-Patriots) e Johnathan Cyprien (S ex-Jaguars) são as duas novas estrelas defensivas de Tennessee em 2017. Olho no Titans!

Ponto forte: jogo terrestre; recebedores; defesa contra a corrida

Ponto fraco: secundária; special teams

Ficar de olho: Marcus Mariota (QB), Corey Davis (WR) e Patrick Chung (CB)

Principais dúvidas:

  • Marcus Mariota de novo terá uma ótima linha ofensiva. Será que dessa vez ele consegue ficar inteiro até a semana 17?
  • Como os novos recebedores vão se adaptar ao time?
  • Com os reforços na defesa, será que 2017 é o ano em que o Tennessee Titans volta a vencer a divisão Sul da AFC?
  • Como o time vai responder ao favoritismo?

 

 

Indianapolis Colts

Todo ano a pergunta é a mesma: o Indianapolis Colts consegue proteger Andrew Luck? E todo ano a resposta é não. A prova disso é que a temporada nem começou, o QB já está machucado e o titular do time na semana 1 será Scott Tolzien. Além disso, o time trocou o recebedor Phillip Dorsett pelo 3º quarterback dos Patriots, Jacoby Brissett.

Depois de comandar a equipe de Andrew Luck a 11 vitórias e 5 derrotas em suas primeiras temporadas no cargo de técnico principal, Chuck Pagano tem seu cargo ameaçado. O time apresenta um declínio técnico tremendo nos últimos anos. Indianápolis teve a 3ª pior defesa de 2016 em jardas totais cedidas por partida (182,9), à frente apenas de San Francisco e Cleveland.

Em completa reformulação, o time trocou de general manager e remonta a defesa. Pode ser que os três LBs titulares do Colts sejam estreantes, e o time gastou seis de oito escolhas do draft em jogadores de defesa. Destaque negativo para o safety Malik Hooker, 15º escolha do primeiro round do draft, que não se recuperou totalmente de lesão na intertemporada e não deve iniciar a temporada 100%.

É, torcedor do Colts, não tá fácil.

Ponto forte: Andrew Luck (se saudável); T.Y Hilton; Frank Gore

Ponto fraco: Linha ofensiva; linha defensiva; secundária; tight ends…

Ficar de olho: Jabaal Sheard (LB)

Principais dúvidas:

  • Há alguma pessoa no Planeta Terra que consegue consertar Andrew Luck?
  • Frank Gore é um ótimo running back e jogou todos os jogos das últimas seis temporadas. Até quando ele vai durar?
  • O que esperar do remontado sistema defensivo?

 

 

Jacksonville Jaguars

Depois de um mini conto de fadas em 2015, Blake Bortles e o ataque aéreo do Jacksonville Jaguars voltaram à realidade no ano passado. O QB foi terrível e os recebedores “abrilhantaram” a NFL com drops incríveis. Tanto que em dezembro de 2016, o site Pro Football Focus rankeou o trio de recebedores  do Jaguars em primeiro lugar na lista dos drops, ou seja, os que mais deixaram a bola cair. Marquise Lee, Allen Robinson e Allen Hurns somaram, juntos, 21 drops até a semana 13 da NFL.

Para 2017, o time quer contar menos com o jogo aéreo e mais com o jogo terrestre. O Jaguars draftou o RB sensação do college football Leonard Fournette, e com ele, espera que o time baseie seu ataque no jogo terrestre e tire a pressão de Bortles. Assim, Allen Robinson não terá mais que reclamar que o QB não lança a bola dentro de campo.

Na defesa, o time foi ao mercado e gastou bastante em contratações de peso. A maior delas é Calais Campbell. O defensive end que conquistou 8 sacks em 2016 deixa o pass rush do deserto do Arizona e vai jogar no calor da Flórida. Mais atrás, a ótima dupla de linebackers formada por Telvin Smith e Paul Posluszny recebe a companhia de Barry Church (S ex-Cowboys), Tashaun Gipson (S ex-Browns) e A.J. Bouye (CB ex-Texans). O único titular remanescente da secundária é Jalen Ramsey, que vai para seu segundo ano na NFL.

Ponto forte: Jogo terrestre; linebackers

Ponto fraco: Quarterback; drops; tight ends

Ficar de olho: Leonard Fournette (RB calouro); Calais Campbell (DE)

Principais dúvidas:

  • Até que ponto o Jaguars pode forçar seu jogo em cima das corridas de Leonard Fournette?
  • Excelente defensor em Arizona, Calais Campbell vai repetir as grandes atuações em Jacksonville?
  • Na pré-temporada, Blake Bortles disputou a titularidade com Chad Henne. Eu nem sei como formular uma pergunta em cima disso.

 

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Foto de capa: Brook-Ward via Visual Hunt

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