Decisões no sul fazem o “esquenta” para a Superliga

No começo de junho, os estaduais de futebol americano da região sul conhecerão suas equipes campeãs. Paraná Bowl VIII, SC Bowl XI e Gigante Bowl prometem jogos incríveis para os amantes do esporte e devem dar um gostinho do que teremos pela frente na Superliga Nacional, em julho. Confira um pouco do histórico e contexto das finais estaduais:

Paraná Bowl

Por Leonardo Lorenzoni

O Paraná terá seu campeão estadual definido no dia 18 de junho após uma edição conturbada da competição. Sendo um dos estados mais tradicionais do futebol americano no Brasil, o campeonato paranaense de 2016 contou com 8 times divididos em duas divisões (Iguaçu e Tibagi) e problemas extraordinários que influenciaram o seu calendário.

Inicialmente, a data para a realização do Paraná Bowl VIII seria o dia 5 de junho. Assim, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul teriam finais em fins de semana diferentes. Porém, em partida válida pela fase de grupos entre Londrina Bristlebacks e Norte Paraná, a arbitragem cometeu um erro na aplicação da regra do overtime e a repercussão da decisão atrasou o calendário da competição – que contou com ameaça de lockout da arbitragem e suspensão dos oito árbitros presentes na partida.

Crédito: Divulgação Paraná HP

Dentro de campo, a final será entre o hepta-campeão Coritiba Crocodiles (2009-2015) e o Paraná HP, sendo o terceiro encontro seguido das equipes em uma final de estadual (2014 e 2015). Desde a existência do Campeonato Paranaense, nenhuma outra equipe levantou a taça que não seja a do Coritiba Crocodiles. Enquanto isso, o Paraná HP – união do Curitiba Predadores com o Curitiba Hurricanes – já chegou à final três vezes (2012, 2014 e 2015), quase conquistando o título inédito em 2014 quando perdeu pelo placar de 7 a 6. No ano passado, o Croco levou a melhor por 21 a 12.

Este ano, a final promete mais do que nunca. Cada vez mais reforçados, o Paraná HP sonha em quebrar a hegemonia do Coritiba Crocodiles e seu forte backfield de jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Americano. Ambas as equipes estão invictas na competição com cinco vitórias e foram líderes absolutos de suas divisões.

Pelo seu caminho, o Croco marcou 244 pontos e cedeu apenas 21, passando pelo Brown Spiders na semifinal e firmando-se como o segundo melhor ataque e segunda melhor defesa da competição. Do outro lado do campo, quem veste o uniforme adversário é o Paraná HP, que lidera a competição em ambas as estatística (257 pontos feitos e 19 sofridos) e eliminou o Londrina Bristlebacks na semifinal. No duelo de convocações para o training camp regional do Brasil Onças, a vantagem é do Crocodiles (14 jogadores) contra o HP (4 jogadores).

Quem será que leva? O Croco e sua forte tradição ou o HP e seu desempenho inquestionável nesta temporada? O resultado saberemos no dia 19 de junho, no Complexo Esportivo Brown Spiders, segundo a Federação Paranaense de Futebol Americano (FPFA).

SC Bowl

Por Thomé Granemann

O campeonato full-pad mais antigo do Brasil terá uma revanche em 2016, com Timbó Rex e São José White Sharks Istepôs disputando pela segunda vez seguida o SC Bowl. Isso, claro, se você não for lá muito apegado a nomes.

No ano passado, o T-Rex Development (equipe de desenvolvimento do Rex, que contava com quase a mesma equipe, mas treinando novas posições) não deu chances ao São José Istepôs, vencendo o SC Bowl X por 39 a 0, em partida realizada no Estádio do SESI, em Blumenau.

Após um ano, apesar do repeteco, dá para afirmar que muita coisa mudou. Não só a equipe do Alto do Vale do Itajaí venceu o estadual de forma invicta na última temporada, como também se sagrou campeã do Torneio Touchdown 2015 sem perder. Um ano sem derrotas, com 15 vitórias. Se levar em conta as 5 conquistas do atual campeonato, o Timbó Rex tem 1 ano e 3 meses de invencibilidade, 20 partidas sem perder. E a marca poderia ser ainda maior, já que em 2014 a equipe terminou o TTD com 9 vitória e apenas 1 derrota, na grande final. Um dos maiores recordes da história do FABR.

Créditos: Divulgação FCFA (Timbó Rex e São José WSI)
Créditos: Divulgação FCFA (Timbó Rex e São José WSI)

Já equipe de São José, depois de amargar o quarto vice-campeonato de sua história (também chegou à final em 2009, 2010 e 2012), não fez uma boa Superliga 2015, terminando o nacional com 2 vitórias e 4 derrotas. No início do ano, os Siris anunciaram uma parceria com o White Sharks, equipe de Itapema que vinha crescendo no cenário estadual e nacional (bicampeã invicta das edições 2013 e 2014 da Copa Sul, também venceu de forma invicta a Liga Nacional 2014 e fez uma campanha de 4-2 na Superliga 2015), mas que acabou sem apoio para o ano de 2016.

E para aumentar o histórico de sucesso de “uniões no futebol americano brasileiro”, o ‘novo’ São José White Sharks Istepôs (WSI) também está invicto na atual temporada, com 4 vitórias. Mas é bem verdade que, diferente de 2015, as duas equipes vão se enfrentar pela primeira vez neste ano só agora, na grande final.

Quanto aos números, Timbó e São José chegam parecidos ao SC Bowl XI. Com o retorno de Corupá e a estreia de Camboriú, o Campeonato Catarinense voltou a ter 6 equipes e 2 grupos. Na divisão norte, o Timbó tinha pela frente os tradicionais (e campeões estaduais) Corupá Buffalos (2012) e Joinville Gladiators (2009, 2010 e 2011). Mas mesmo este histórico não trouxe grandes desafios ao Rex, já que a média de pontos dos 5 jogos (incluindo a semifinal contra os Buffalos) foi de quase 54 pontos. Os únicos pontos tomados, seis, aconteceram na partida de estreia diante do Corupá.

Na divisão sul, São José tinha pela frente os já citados estreantes Broqueiros, de Camboriú, e o Criciuma Miners. A equipe do sul do estado foi a única a marcar pontos no WSI, nove, também na estreia. Contudo, a média de 38 pontos por jogos (contando também a semifinal contra Criciúma) mostra que não foram grandes os desafios do time localizado na Grande Florianópolis.

Será que Timbó chega à vigésima primeira vitória seguida e o bicampeonato? Ou o WSI conquista – pelo menos para 50% dos jogadores – seu tricampeonato (2013 e 2014)?

Saberemos neste domingo, a partir das 15h, em Timbó, quem é o melhor time de Santa Catarina em 2016. Prepare-se para o melhor jogo de futebol americano catarinense em 2016 – e para uma grande prévia do que será a Superliga Nacional.

Gigante Bowl

Por Anderson Spessatto

O Gigante Bowl 2016 promete ser um dos maiores espetáculos de futebol americano no Brasil: estádio da Copa do Mundo, atrações musicais e milhares de pessoas nas arquibancadas. E junto com isso, uma final inédita entre Juventude FA e Santa Maria Soldiers, a melhor defesa contra o melhor ataque da competição. O Juventude retorna à final depois de ser campeão no ano passado, enquanto os Soldiers voltam a disputar um título desde sua aparição em 2013, quando venceram o Ijuí Drones.

Crédito: Geremias Orlandi – Juventude FA

O campeonato gaúcho de 2016 bateu recorde em número de equipes na história da competição. Desde sua criação, em 2008, ainda sem pads, a media de times variava entre três e quatro. Ano passado esse número subiu para sete e agora chegou a 10. Foram duas conferências, Leste e Oeste, com cinco equipes que se enfrentaram somente dentro da sua própria conferência. E os três primeiros de cada fizeram os playoffs, com wildcard, semifinal e final.

O trajeto das duas equipes até a final foram distintas. O Juventude FA sobrou na primeira fase e nos playoffs. Foram cinco vitórias em cinco jogos, 163 pontos feitos e nove sofridos. Na semifinal o Juventude venceu o Restinga Redskulls por 38 a 0. O time também tem a melhor defesa da competição, com uma média de 2,2 pontos sofridos por partida. O atual campeão chega com moral no Gigante Bowl.

Já o Santa Maria Soldiers se classificou em segundo na conferência Oeste com três vitórias e uma derrota, 189 pontos feitos e 33 sofridos. No wildcard venceu o Ijuí Drones por 42 a 8 e na semifinal passou pelo Santa Cruz Chacais, o único time que havia perdido no campeonato, por 18 a 0. Se o Juventude tem a melhor defesa, os Soldiers têm o melhor ataque, com uma média de 47,2 pontos por partida e um incrível 101 a 0 contra o Venâncio Aires Bulldogs na primeira fase.

No dia 18 de junho, às 18h, saberemos se o Juventude FA mantém a invencibilidade e conquista pela segunda vez seguida o campeonato gaúcho ou se o Santa Maria Soldiers consegue seu terceiro título da competição. Você pode comprar ingressos pelo site gigantebowl.internacional.com.br

Crédito de capa: Vinicius Schmidt

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