Dia da mentira do TdF: manchetes que gostaríamos que fossem verdades

Resolvemos entrar na brincadeira do 1º de abril, por isso, nós trouxemos algumas notícias que gostaríamos que fossem verdade e o que falta para se concretizarem. Entrem na brincadeira e sonhem com o Time de Fora.

“CBFA confirma Superliga Nacional na TV por assinatura”

Foto: Victor Francisco / Salão Oval
Foto: Victor Francisco / Salão Oval

Com o fim do Torneio Touchdown e a união dos times para uma Superliga Nacional com 32 equipes, o futebol americano no Brasil vive o seu melhor momento. Após o Brasil Onças participar da sua primeira Copa do Mundo da história, em 2015, e ter suas partidas transmitidas pelo Watch ESPN, muitos torcedores se perguntaram quando seria a hora de conhecer ídolos do esporte nacional como Lucas Mullet, Heron Azevedo e Gerson Santos pelas partidas que jogam em seus times no Brasil.

O que falta para ser verdade?
A unificação das competições nacionais pode ser o ponto chave para isso. Um dos principais problemas encontrados no passado era justamente a concorrência entre os dois torneios. Com campeonato único, sólido e competitivo, as chances de patrocinadores se interessarem e as emissoras incluírem algumas partidas em suas programações – nem que seja por streaming – aumentam. Estrutura para isso tem, já que praticamente todos os times costumam filmar e disponibilizar os compactos de seus jogos no YouTube.

Por Leonardo Lorenzoni

“Confusão nos contratos de transmissão dá origem a novo Clube dos 13 e modelo de repasse de valores é alterado”
Com o fim do Clube dos 13, em 2011, os direitos de transmissão do futebol brasileiro passaram a ser negociados individualmente pelos times e operadoras de TV. O que se vê atualmente é uma briga entre Globosat e Esporte Interativo para fechar com times da elite nacional para transmissão na TV a cabo. Globo oferece a grande audiência, já o EI apresenta ofertas financeiramente mais vantajosas. Mas quem pode sair perdendo nessa briga é o torcedor, já que, pelo artigo 42 da Lei Pelé, uma partida só pode ser transmitida quando de comum acordo entre as duas equipes. Se cada uma delas tem contrato com uma das emissoras e não há um acordo, é grande a probabilidade da partida ser “ignorada” pela TV fechada.

2 - mentira
Arte: UOL Esportes

O que falta para ser verdade?
O modelo atual de repasse do dinheiro da TV aberta privilegia clubes como Corinthians, Flamengo e Palmeiras, os que mais recebem cotas. Se as equipes voltassem a se unir em um grupo e negociar em bloco, tanto a exibição da TV aberta quanto na fechada, as chances de uma mudança nos valores repassados aumentariam. Com isso, o brasileiro poderia começar a sonhar com um modelo parecido com o do Campeonato Inglês, onde uma parte do valor total é dividido igualmente entre todos os clubes, uma segunda parte é dividida de acordo com o número de jogos exibidos e a terceira parte é proporcional à colocação do clube na temporada anterior. Dessa forma, clubes grandes não perderiam tanto dinheiro, enquanto clubes de médio e pequeno porte receberiam uma boa quantia para bater de frente contra os maiores.

Por Rodolfo Conceição

“Lei oficializa e-Sports como esporte no Brasil”

Foto: Jakob Wells
Foto: Jakob Wells

Há anos o e-sport busca reconhecimento ao redor do planeta. Na Coreia do Sul, os esportes eletrônicos são considerados esporte desde 2000, quando foi criada a Korea e-Sports Association (KeSPA). Na China os esportes eletrônicos são considerados prática esportiva desde 2013, quando foi criada a Association for Chinese Esports (ACE), que fiscaliza campeonatos e jogadores no país. Nos EUA, desde 2013 os atletas de e-sports são equiparados a jogadores “tradicionais”. A decisão foi tomada para ajudar os jogadores na liberação de visto de trabalho. A oficialização dessa lei no Brasil cria mais oportunidades de trabalho, empreendedorismo e inovação na área, que vem crescendo nos últimos anos. Um dos benefícios dessa lei para o cenário do e-sports é a possibilidade de empresas patrocinarem jogadores ou equipes através da Lei de Incentivo ao Esporte. No atual cenário, a grande maioria dos patrocínios vem de empresas de computação ou relacionadas.

O que falta para ser verdade?
A principal barreira é o preconceito com jogos eletrônicos. Muitas pessoas taxam de “joguinho” e argumentam que jogos virtuais são apenas diversão. O projeto de lei para oficializar os e-sports como esporte está atualmente tramitando na câmara dos deputados. O PL 3450/2015, proposta pelo deputado João Henrique Holanda Caldas (PSB-AL), acrescenta o inciso V ao artigo 3º da Lei Pelé, para reconhecer o desporto virtual como prática esportiva. Apresentado em outubro de 2015, o projeto aguarda resposta do relator da Comissão do Esporte (CESPO). Se passar pela câmara dos deputados, precisará ser aprovado no Senado e depois sancionado pela presidência.

Por Anderson Spessatto

 

4 - Tênis
Foto: Carine06 / Flickr

“Projeto de lei que defende igualdade econômica no esporte é aprovado”
Com a recente retomada de discussão sobre a discriminacão de salários entre homens e mulheres no esporte (devido a comentários do número 1 de tênis Novak Djokovic), atletas mulheres de vários esportes e nacionalidades se reuniram para ameaçar boicote à Olimpíada caso a disparidade de salários entre os gêneros se mantivesse. Entre as esportistas que encabeçaram o protesto estão a brasileira Marta, a lutadora Ronda Rousey e a nadadora Lisbeth Trickett.
A Organização Mundial do Esporte (OME) aprovou um projeto de lei que procura o equilíbrio no investimento dos governos para as modalidades feminina e masculina e prometeu defender o discurso de mais reconhecimento para mulheres no esporte.

O que falta para ser verdade?
O fato de o melhor jogador do mundo defender mais remuneração a homens em um dos únicos esportes onde as premiações de torneios para os gêneros é a mesma empobrece o debate de que as mulheres são bem menos reconhecidas que os homens no esporte. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a seleção feminina de futebol é mais bem sucedida que a masculina, as atletas recebem quatro vezes menos que os homens. A diferença no futebol é mais gritante que em outras modalidades, mas é provável que homem continue a receber mais que a mulher. Hoje em dia, não há regulamentação para leis que englobem esse tema.  

Por Gabriela De Toni

“Mesmo sob protestos, CBB renova com Magnano por mais um ciclo olímpico”
Com as Olimpíadas Rio 2016 pela frente, a seleção brasileira de basquete se preocupa apenas em buscar um bom resultado em casa, mas também se vê à beira de um processo de mudanças, principalmente olhando para o comando da equipe. O argentino assumiu a liderança do Brasil, em 2010, e em poucos anos conseguiu reerguer uma modalidade que vivia apenas de conquistas passadas e estava carente de reconhecimento nacional. Ele colocou a seleção em uma Olimpíada após quatro edições seguidas de ausência, estabeleceu juntamente à Confederação Brasileira de Basquete um campeonato nacional forte (Novo Basquete Brasil) e deu uma cara, um estilo de jogo para o time verde-amarelo.

6 - Magnano
Foto: Divulgação / CBB

O que falta para ser verdade?
Hoje, os bastidores do basquete nacional apontam para a saída de Rúben Magnano do comando da seleção brasileira. Este título era para falar de sua saída, mas a situação mais absurda parece ser ele seguir onde está. Desde sua entrada já havia uma forte oposição dentro da CBB, principalmente quanto a sua nacionalidade, como sendo ela uma forma de desvalorização do talento nacional – “não temos ninguém bom aqui, vamos buscar lá fora”. Fato é que o técnico conseguiu cumprir bem seu objetivo, fazendo do Brasil novamente uma potência do basquete mundial e deixando boas esperanças para as gerações futuras. Falta, para que Magnano continue, confiança no trabalho do argentino e compreensão de que quanto mais longo o trabalho de um treinador, melhor ele pode fazê-lo.

Por Vinicius Schmidt

5 - fê garay
Foto: Murilo Dias

“Super Liga chega a todo Brasil”
A Super Liga de vôlei anunciou que vai abrir novas vagas para inclusão de equipes na próxima temporada. Já estão confirmados times das regiões Norte e Nordeste (o único do Nordeste é o Terracap/Brasília, na Super Liga feminina), quebrando o monopólio do eixo Sul-Sudeste no torneio nacional de vôlei. Os novos projetos confirmaram as inscrições e a capacidade financeira de investirem para se manter e formar elencos competitivos. A intenção dos investidores das novas regiões é ter trabalhos permanentes.

O que falta para ser verdade?
Dinheiro e estrutura, basicamente. Não é novidade que equipes de vôlei, futsal ou basquete no Brasil estão reféns de projetos de marketing esportivo para existirem e se manterem. Dependem também da participação do poder público, principalmente na cessão de estruturas como ginásios e auxílios em logística. Para um projeto de marketing ter potencial, é preciso público consumidor. Por isso os mercados mais atraentes para as empresas são logicamente os do Sul e do Sudeste, onde ainda há, inegavelmente, um maior poder de compra e uma maior musculatura empresarial. Projetos ainda esporádicos no Nordeste e em Brasília tentam superar essa situação.

Por Victor Hugo Bittencourt

“Histórico! Brasileirão termina com taxa de ocupação dos estádios próxima de 95%”
7 - Nico

A edição de 2016 do Campeonato Brasileiro ficou marcada por um feito histórico. A média de público dos estádios pelo Brasil multiplicou em relação aos últimos anos e o campeonato teve uma média de 95% de ocupação nos estádios e arenas. Destaque para as torcidas de Santa Catarina, que triplicaram o número médio de torcedores de 2015. A Ressacada, casa do Avaí, registrou uma média de 16.035 torcedores em 17.500 lugares disponíveis. O Orlando Scarpelli, que comporta pouco mais de 19 mil pessoas, teve média de 17.560 pessoas. E a Chapecoense levou, em média, 19.200 pessoas de 22.600 possíveis na Arena Condá. Joinville e Criciúma também fazem bonito. Com a média de 2016 e a queda de público dos campeonatos Alemão e Inglês, o Brasil supera as principais ligas do mundo e se coloca em 1º lugar do ranking mundial nesse quesito.

O que falta para ser verdade?
Preços abusivos, falta de mobilidade nas cidades, estádios mal localizados e jogos realizados em horários pouco atrativos. Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais essa manchete não será publicada tão cedo nos principais veículos brasileiros de mídia. Atualmente, o Borussia Dordmundm, da Alemanha, é o clube com a melhor média de público da Europa. Seu estádio tem capacidade para 80.720 torcedores e recebeu, em 2013, nada menos que 80.488 pessoas por jogo, uma ocupação de 99,71% dos lugares disponíveis do Signal Iduna Park. Detalhe: a cidade de Dortmund tem cerca de 581 mil habitantes. Ou seja, em dias de jogos do Borussia, quase 14% dos moradores da cidade vão para as arquibancadas. Em 2015, Avaí e Figueirense tiveram uma média próxima de 30% de seus estádios ocupados a cada partida, aproximadamente cinco mil torcedores por partida.

Por Nicolas Quadro

“Boa fase do time e físico fazem Kobe Bryant adiar aposentadoria”
O mundo do basquete está surpreso e empolgado com a notícia de que Kobe Bryant não vai mais se aposentar ao fim desta temporada. O craque dos Lakers tomou a decisão após o time engrenar uma sequência de dez vitórias, com boa participação dos novatos e destaque para o brasileiro Marcelinho Huertas. Além disso, o camisa 24 disse que não se sente tão bem desde a temporada 2012-2013, antes de romper o tendão de aquiles. “Meu físico está ótimo, me sinto capaz de jogar em alto nível novamente e, além disso, Huertas e os meninos estão jogando em alto nível. Sinto que podemos brigar por título no próximo ano e resolvi ficar por mais tempo, porque amo esse jogo e amo esse clube.” Kobe é o terceiro maior cestinha da história da NBA com cerca de 33,5 mil pontos e está 5 mil pontos atrás do líder Kareem Abdul-Jabbar (Karl Malone é o vice).

Washington Wizards v/s Los Angeles Lakers December 14, 2010O que falta para ser verdade?
Falta praticamente tudo, infelizmente. Kobe não está bem fisicamente e tem sua terceira menor média de tempo em quadra nesta temporada com apenas 28 minutos por partida (só ganha dos seus dois primeiros anos na liga). Além disso, seu aproveitamento de quadra esse ano (35%) é o pior da carreira que tem média de 45% e o físico conta muito para isso. É fato que seu corpo não aguenta mais.
Outra história longe de ser verdade é a sequência de dez vitórias do Los Angeles Lakers com o time jogando bem. Das 75 partidas disputadas até agora, o time angelino venceu apenas 16 e, pela primeira vez na história, fica de fora dos playoffs por três anos consecutivos. Pelo jeito, o futuro continuará sombrio para LAL. Kobe Bryant têm recebido homenagens lindas em todas as cidades em que faz seu último jogo, mas, com certeza, merecia mais do que um fim melancólico desses. Uma pena!

Por Lucas Inácio

“NFL confirma jogo da temporada regular no Maracanã”
9 - Cairo SantosAno passado a NFL anunciou que deseja explorar mais o mercado brasileiro e realizou três visitas ao Maracanã: a primeira visita para conhecer o estádio, a segunda por um grupo de tecnologia e a terceira um grupo de segurança. “O estádio é fantástico. Eu fui para alguns jogos da Copa do Mundo como parte do trabalho. É claramente de nível mundial.” disse Mark Waller, executivo da NFL que trata das ações internacionais. A especulação é que o Maracanã fosse o estádio do Pro Bowl de 2017. Como o evento é somente comemorativo, com um nível de impacto menor entre os jogadores, ele não está agradando boa parte dos americanos.

O que falta para ser verdade?
A modalidade precisa crescer ainda mais e mostrar que tem um mercado grande para atrair os executivos da NFL e consequentemente ter um jogo em solo brasileiro. Com certeza o Pro Bowl em 2017 seria um ótimo começo, fazendo muita pessoas terem o primeiro contato com o esporte. Além disso, o Brasil conta com a concorrência de Alemanha e China para sediar uma partida da NFL. Até 2015, somente Londres e Cidade do México receberam jogos da temporada regular da liga. Em 2016, a capital inglesa terá três jogos, já a capital mexicana voltará a sediar uma partida desde 2005, quando Cardinals e 49ers fizeram o primeiro confronto na história da NFL fora dos Estados Unidos.

Por Anderson Spessatto

“Federação Internacional de Tênis (ITF) anuncia rede de doping no tênis mundial”
Entre inúmeras substâncias que um atleta utiliza para melhorar seu rendimento, poucas são consideradas “ilegais”. Medicamentos, vitaminas e drogas num geral que aumentam a qualidade de jogo a um custo alto ou que tragam benefícios extremos com esforços mínimos, comumente são proibidos em modalidades de alto nível. O tênis, recentemente, passou por mais uma polêmica com a russa Maria Sharapova tendo seu teste antidoping durante o Aberto da Australia deste ano dado o resultado de uso de substâncias ilegais. Outros casos no mundo das raquetes já foram notícia, como Richard Gasquet, Martina Hingis, Marin Cilic e Mats Wilander. Porém, nunca um tenista foi banido por uso de drogas e as punições são consideradas por muitos como “brandas” ou “simbólicas”.

O que falta para ser verdade?
A ITF tem fama de pegar leve com seus atletas, costuma amenizar situações graves e fazer vista grossa com casos dúbios. Fato é que as punições leves não são o problema, mas sim dos relatos de bastidores que apontam que o doping é um caso sério no tênis mundial. Desde o relato de Andre Agassi em sua autobiografia, onde o tenista admite ter usado metanfetamina em seus tempos de atleta, as orelhas se empinaram. Claro que a maioria das denúncias se fundamentam em boatos, mas exemplos como o choque da notícia de Sharapova deixam a dúvida: será que o doping não merece uma atenção maior?

Por Vinicius Schmidt

10 - sharapova doping

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