Destaques da primeira semana do Grand Prix

Acabou a primeira fase do Grand Prix de vôlei, o Brasil saiu com três vitórias e confirmou o que já havia sido dito aqui no Time de Fora: estamos sobrando. O jogo mais complicado foi contra a Itália, muito por ser o primeiro, mas de resto não passamos grandes dificuldades – e olha que Zé Roberto testou várias formações.

O importante para a segunda fase (que vai ter três jogos e já começa na sexta) é pensar como lidar com o processo de seleção das jogadoras. Porque é isso que Zé está fazendo agora, selecionando quem está em melhor momento para ir para as Olimpíadas. Mas é difícil fazer isso quando todas estão voando! Por isso, vou destacar algumas jogadoras que brilharam demais e me surpreenderam ao ponto de me convencerem (e quem sabe o Zé também) de que estarão brigando pela medalha no Rio.

Thaisa

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Foto: Alexandre Loureiro/CBV

Sim, eu estava um pouco em dúvida com o que a central iria apresentar chegando ao Grand Prix, já que na Superliga sua temporada não foi de tanto destaque. Décima em pontos por jogo (24), ela acabou nem figurando na final com o Vôlei Nestlé, perdendo para o Rexona/Ades de Bernardinho e cia nas semis. Ok, não é culpa dela, mas Fabiana vinha se mostrando a titular garantida e Jucy e Carol pareciam estar acima. Grave erro meu fazer este julgamento. Thaisa veio com tudo, foi a principal arma brasileira no ataque e contribuiu bem no bloqueio – mesmo não sendo seu ponto forte. De um “talvez”, Thaisa passou para um “com certeza” quanto a presença olímpica.

Gabi

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Foto: CBV

A nossa menina prodígio já está no meu radar faz tempo, mas era claro que ela não seria titular numa seleção com Natália (jogando muito), Jaqueline e Fe Garay. Mas ela entrou mesmo assim, contra a Sérvia, em um momento de queda da Fe, assumindo a responsa e fazendo uma ótima partida. O principal? Se destacou na recepção! Nosso estilo de jogo nas três partidas que passaram girou muito em torno da cadência de jogo, de poder atacar mais de uma vez, ou então de um passe de qualidade, nível A, para distribuirmos um bom ataque. Fe Garay é uma ótima jogadora, não me leve a mal, mas jamais foi seu forte passar a bola – tem um estilo que lembra muito uma oposta. Assim, Gabi encaixou muito melhor no nosso jogo, já que quem dominava as viradas era a Thaisa mesmo.

Léia

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Foto: Marlon Falcão/CBV

Esta sim foi surpresa. Fabi, a eterna titular da posição de líbero, se ausentou da seleção relatando que era a vez de Camila Brait brilhar nas olimpíadas. Ela realmente é ótima, tem um reflexo incrível e constância na defesa. Mas como jogou Léia, minha gente! Tirando suas chegadas milagrosas em bolas perdidas, ela mostrou um ótimo controle de espaço de quadra e deu maior tranquilidade para jogadoras não tão intensas na parte defensiva, como Natália. Ao ocupar um maior espaço da quadra na recepção de saque, ela permite maior controle de passe para as outras jogadoras e consegue manter o setor de defesa mais regular. Criou uma pulga atrás da orelha sobre esta posição de líbero.

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