Desempenho e salários na NBA: quem rendeu mais na temporada 2016/2017?

A offseason do maior basquete do mundo está tão agitada que alguns especialistas já dizem ser a melhor intertemporada da história. O teto salarial maior e a necessidade de competir com o Warriors e Cavs fez os times abrirem seus cofres para juntar astros e tentar quebrar a hegemonia dessas equipes. Mas será que altos salários na NBA garantem bons resultados?

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Em março, com o encerramento do período de trocas, fizemos uma matéria comparando a campanha dos times com seus salários na NBA. A conta é simples: posição no ranking salarial – posição na tabela = rendimento. Atualizamos as informações com os resultados dos playoffs e trouxemos o ranking definitivo de rendimento na NBA da temporada 2016-17.

Eles jogaram bem gastando pouco

Dentre os que renderam mais nesta edição, está o campeão Golden State Warriors com a oitava maior folha salarial. Muito disso, deve-se ao antigo contrato de Stephen Curry, assinado em 2013 no valor de U$ 44 milhões por quatro anos. Não à toa, seu novo contrato foi o primeiro da história a superar os U$ 200 milhões de dólares. Tem também o baixo contrato de Iguodala assinado antes da ascensão da equipe (4 anos U$ 48 milhões). Aliás, foi graças a essa folga que os californianos puderam contratar Kevin Durant.

logotipos do Utah Jazz, Houston Rockets e Boston Celtics com setas verdes indicando o quanto o time rendeu em relação ao gasto com salários na temporada 2016-2017 da NBA. O fundo da arte, é um céu claro com núvens.
Arte: Vinicus Schmidt

Diferente dos Warriors, outros times conseguiram fazer muito com pouco. O Utah Jazz, por exemplo, foi o time com maior rendimento nesta temporada: penúltimo time a pagar mais salários na NBA e sexto colocado na competição. A equipe chegou às semifinais de conferência após vencer o rico LA Clippers na primeira rodada dos playoffs. Para 2017-18, o Jazz perdeu Gordon Hayward e George Hill na primeira semana da free agency. Vai ser difícil manter o feito.

Hayward, aliás, foi para Boston, outro time que fez muito com pouco na temporada passada. Com um bom e jovem time, os Celtics chegaram às finais de conferência com a 16ª folha salarial. O próprio Isaiah Thomas só chegou ao status de estrela na equipe, por isso seu salário na última temporada foi de apenas U$ 6,2 milhões. Porém, agora as coisas vão mudar em Boston. A renovação de Isaiah deve pesar bastante. Hayward está chegando com um contrato de 4 anos e U$ 128 milhões. Al Horford receberá U$ 27 milhões na próxima temporada.

Destaque também para OKC e Houston Rockets que renderam bem no último ano. Porém, devem ficar mais caros com a contratação de Paul George e Chris Paul, respectivamente.

Eles gastaram muito e não jogaram tanto

Sobre times que renderam menos que seus salários na NBA, resolvemos focar apenas nas equipes que foram aos playoffs. O primeiro deles é o Cleveland Cavaliers, mas seria injusto falar que fizeram um mau papel. Claramente os Cavs eram a segunda força da competição. Além disso, após o título em 2016, gastaram com renovações, como a de JR Smith, e contratações, como Kyle Korver e Deron Williams.

logotipos do Portland Trail Blazers, Memphis Grizzliers e Los Angeles Clippers com setas vermelhas para baixo indicando o quanto o time rendeu em relação ao gasto com salários na temporada 2016-2017 da NBA. O fundo da arte, é um céu escuro com núvens de chuva e raios.
Arte: Vinicius Schmidt

Outras equipes renderam menos que seus investimentos. Exemplo disso é o Los Angeles Clippers (4º que mais gasta) que terminou a era Chris Paul com mais uma decepção. Nos playoffs 2017, os angelinos perderam para o Utah Jazz na primeira rodada. CP3 foi para Houston, mas com a renovação de Blake Griffin, DeAndre Jordan e Danilo Gallinari, a folha salarial do time deve continuar alta.

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Já o Memphis Grizzlies teve a sexta maior folha salarial da NBA e foi apenas o 12º colocado. Parte disso, deve-se aos salários de Mike Conley e Marc Gasol, mas o rendimento em quadra não é o mesmo de outros tempos. Com o small ball cada vez mais consolidado, a franquia parece buscar outros rumos no Oeste. Exemplo disso é a saída de Zach Randolph para o Sacramento Kings.

Outro caso bem icônico foi o do Portland Trail Blazers, que já teve texto aqui no Time de Fora. Terceira maior folha salarial e apenas o 15º classificado no geral. Além disso, se não fizer trocas, seu cap já está comprometido até 2020 por conta das péssimas decisões em 2016.

Agora é esperar para ver como essa offseason insana vai impactar a relação entre rendimento e salários na NBA a partir da próxima temporada.

Foto destaque: Vinicius Schmidt/Time de Fora

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