As decisões de Zé: a saída de Brait e a chegada de Fabíola

Saiu a convocação da seleção feminina de vôlei para as Olimpíadas e nós quase cravamos! O Time de Fora publicou, na semana anterior à convocação, o time ideal para a equipe das mulheres, e duas foram as diferenças do que imaginamos serem as 12 que estarão no Rio. Não é querer se retratar destas novidades, mas é valido explicar aqui por que Camila Brait e Roberta foram cortadas e Adenizia e Fabíola convocadas:

A saída de Camila Brait

Rolou reclamação no instagram, reações de surpresa e indignação com a presença de Léia como a única líbero da seleção. E realmente, foi surpreendente e, além de tudo, um voto de confiança de Zé Roberto. Léia apresentou partidas mais sólidas que Brait, era já contada como titular por nós do Time de Fora e assumiu essa posição na final do Grand Prix. Ainda assim, sempre existiu a segurança de que se algo desse errado, Camila Brait estaria lá para tapar o buraco. Agora Zé Roberto (e nós também) é 100% Léia, algo bom para a atleta ganhar mais confiança ainda. Pra falar a verdade, mesmo sendo surpresa, o corte de Brait é algo até que bom para nós.

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Foto: Divulgação/Instagram

Claro, ter segurança é importante, mas a entrada de Adenizia é mais importante se imaginarmos que ela é mais uma atleta multifunção. Central de ofício, pouco ela deve entrar nesta função diretamente, já que ofensiva e defensivamente quase todas as convocadas superam ela. Porém, jogando pelo Nestlé/Rio de Janeiro, Adenízia já fez vezes de oposta, realçando mais ainda seu potencial de viradora de bolas, tampando assim um buraco já demonstrado pela nossa seleção: a falta de reservas para Sheilla. Gabi entrou nas inversões da final do Grand Prix e não foi de total excelência, então é sim importante ter Adenízia como uma opção nestas entradas.

A chegada de Fabíola

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Fabíola e sua filha, Annah Vitória. Foto: Divulgação/Instagram

Mãe de sua segunda filha em maio, Fabíola colocou como meta estar preparada fisicamente para os jogos olímpicos. Poucos acreditaram numa recuperação tão rápida, de uma mudança tão grande no corpo como a gravidez para um físico de atleta de alto rendimento. Ela conseguiu e, merecidamente, irá para as olimpíadas. A jogadora é uma das nossas grandes levantadores na atual geração e, caso estivesse desde o início do Grand Prix na equipe, seria titular. Porém, entrosamento é fundamental para qualquer jogadora desta posição, tornando assim sua presença na primeira equipe algo improvável. E que não aconteça, pois se vir a rolar é porque estamos no desespero. Dani Lins cumpre a função de titular tranquilamente, não me interpretem errado. Porém, a presença de Fabíola é interessante, nos dando possibilidades de inovar.

Roberta foi cortada, algo ruim para ela pois a experiência olímpica engrandece demais uma atleta, e ela será nosso futuro na posição de levantadora. Infelizmente, o pouco que Roberta demonstrou durante o Grand Prix não foi o suficiente para a sua convocação, mas ela fica ali, como nossa aposta para 2020.

Foto destaque: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV 

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