#ForçaEderson: Conheça 6 atletas que venceram o câncer e voltaram a competir

Na última sexta-feira, 28, Ederson, meia do Flamengo, fez uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno no testículo. O procedimento foi bem sucedido e o atleta já começou seu processo de recuperação, que inclui uma série de exames e quimioterapia. O atleta não tem prazo para retorno aos gramados, mas os médicos estão otimistas  dada a rapidez do tratamento.  Desde o anúncio da descoberta da doença, Ederson recebeu o apoio de torcedores, clubes rivais e colegas que passaram pelo problema. Nós também estamos torcendo por sua recuperação e, por isso, vamos contar alguns casos de atletas que venceram o câncer e voltaram a competir em alto nível.

Nenê Hilário (basquete) – câncer testicular

Nenê é o brasileiro com mais temporadas na história da NBA e que história. Draftado pelo Denver Nuggets na sétima escolha de 2002, o pivô se mantém relevante na liga mesmo com os problemas físicos que passou ao longo da carreira. Com as constantes contusões de joelho e na planta do pé, o câncer testicular foi claramente o pior deles. Em janeiro de 2008, aos 23 anos, descobriu o câncer e já estava em quadra novamente no fim de março.

Na temporada 2008-09, teve sua melhor média de pontos (14,6) e rebotes (7,8) na carreira. Além disso, chegou às finais da Conferência Oeste naquele ano. Hoje é o primeiro brasileiro a superar a marca de 10 mil pontos na NBA. Além disso, atualmente é o 20º atleta da história da liga em aproveitamento dos arremessos de quadra (54,76%).

Nenê na estreia do Brasil na Rio 2016 (Foto: Agência Brasil)

Arjen Robben (futebol) – câncer testicular

Em 204, Robben era uma promessa recém contratada pelo Chelsea junto ao PSV, aos 20 anos. Naquela mesma temporada, tratou um câncer testitular em segredo do público e só revelou o problema quando estava curado. Revelou também que tivera um tumor benigno — diferente de câncer — ainda nos tempos do PSV. O público ficou maravilhado ao saber que a jovem promessa teve ótimas temporadas lutando contra o problema.

Hoje, aos 33 anos, Robben já fala em aposentadoria e com uma carreira brilhante. Pela Holanda foi finalista da Copa do Mundo de 2010 e terceiro colocado da Copa de 2014. Por Chelsea e Real Madrid conquistou títulos nacionais importantes, mas foi no Bayern de Munique que jogou seu melhor futebol e conquistou a Liga dos Campeões de 2013.

Novlene Williams-Mills (atletismo) – câncer de mama

(Foto: Associação Internacional de Federações de Atletismo/IAAF)

A corredora jamaicana de 400 metros já tinha duas medalhas olímpicas quando foi diagnosticada com câncer de mama, em 2012. Após dois bronzes (Atenas, 2004 e Pequim, 2008) no 4x400m, Williams-Mills se preparava para a Olimpíada de Londres quando descobriu a doença. Mesmo assim, ela resolveu competir. Conquistou mais um bronze com a equipe jamaicana e, três dias depois, fez a cirurgia para a remoção de uma mama. Meses depois removeu a segunda, em um procedimento preventivo semelhante ao da atriz Angelina Jolie.

Quatro anos depois, na Rio 2016, a jamaicana conquistou sua quarta medalha olímpica da carreira, dessa vez de prata. Vale destacar que a equipe feminina da Rússia – prata em 2008 e 2012 – teve suas medalhas retiradas por doping, porém a Jamaica manteve o bronze.

Jane Karla (tênis de mesa e tiro com arco) – câncer de mama

Aos 35 anos, durante a preparação para o Campeonato Mundial de Tênis de Mesa em 2010, a paratleta Jane Karla descobriu um caroço no seio e resolveu fazer uma biópsia. Ao voltar da competição, descobriu que se tratava de um câncer. Fez a cirurgia para a retirada do tumor, iniciou as sessões de quimioterapia, mas não largou o tênis de mesa, nem sua preparação para os Jogos Parapan-Americanos de 2011. Ela conquistou o ouro e foi a porta-bandeira brasileira na cerimônia de encerramento da competição.

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No ano seguinte, foi para a Paraolimpíada de Londres, a segunda de sua carreira. Quatro anos depois, na Paraolimpíada do Rio, ela fez sua estreia olímpica no tiro com arco onde avançou até as quartas-de-final.

Éric Abidal (futebol) – câncer de fígado

Em março de 2011, Abidal descobriu um câncer no fígado. O lateral esquerdo francês passou por uma cirurgia para retirada do tumor e a expectativa era de perder o resto da temporada. Porém, se recuperou a tempo de ser o titular da final da Champions League daquele ano com o Barcelona. O título veio com a vitória por 3 a 1 e o lateral ganhou a faixa de capitão de seus companheiros para levantar a taça do título.

Meses depois, a doença voltou e Abidal precisou de um transplante. O procedimento e a recuperação foram um sucesso e o lateral voltou a campo 400 dias depois. O tratamento que recebeu de seus companheiros não foi o mesmo dado pela diretoria. O lateral seguiu para o Mônaco em 2013, onde jogou por uma temporada, e terminou sua carreira no Olympiakos (GRE), em 2014.

Eric Berry (futebol americano) – linfoma

O safety Eric Berry teve uma carreira sensacional no futebol americano universitário. Por isso ele foi para a NFL na quinta posição geral do draft, escolhido pelo Kansas City Chiefs. Foi selecionado para o Pro Bowl (jogo das estrelas da Liga) em 2010, 2012 e 2013, mas ao fim da temporada seguinte foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin. O atleta passou por um tratamento pesado, mas em julho de 2015, oito meses depois da descoberta da doença, já estava de volta aos treinos.

Ao fim da temporada, Eric Berry estava novamente no Pro Bowl, foi selecionado para o time ideal da NFL e recebeu o prêmio de retorno de atleta da temporada. Em 2016, mais uma seleção para o Pro Bowl e para o time ideal da NFL e chega para a temporada 2017 como um dos melhores atletas da liga.

Eric Berry dá entrevista ao lado dos pais em seu retorno no dia 29/07/2015 (Foto: Chiefs.com)

Natália Pereira (vôlei) – tumor ósseo*

O caso de Natália é uma exceção nessa lista, já que o tumor encontrado era benigno – *o que não caracteriza um câncer –, mas sua história também é importante de ser contada. A atleta da Seleção Brasileira de vôlei descobriu um tumor na canela em junho de 2011, aos 22 anos. Passou por uma cirurgia de retirada de parte da tíbia, se recuperou em menos de três meses e foi ao Gran Prix daquele ano. Porém as dores voltaram e a ponteira teve de passar por um novo procedimento.

A um mês das Olimpíadas de Londres, em 2012, Natália não conseguia saltar, mas o técnico José Roberto Guimarães a convocou mesmo assim. Mesmo com dores e a base de remédios, ela participou do grupo que levou o ouro naquela Olimpíada. Atualmente, Natália é a capitã da renovada seleção brasileira.

Ederson Campos (futebol)

Esse espaço fica reservado para contarmos a história do retorno do meia do Flamengo. Estamos torcendo para atualizar essa matéria em breve. #ForçaEderson

Ederson comemora gol contra o Internacional no Brasileirão 2016 (Foto: Flamengo.com.br)

Foto Destaque: Gilvan de Souza/Flamengo

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